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support our troops?

Julho 10, 2009

troops

What a bunch of bullshit!

Adoro ver como o Brasil faz piadas de si mesmo e não nota. Todo mundo sabe que a nação em si já é uma completa bagunça, mas é só colocar o pé dentro do exército que a ridicularidade desse tal sistema sério já fica evidente. Esse ano, já tive o desprazer de ir ao encontro do exército umas quatro vezes. Todas as experiências foram terríveis, por sinal. Mas, nada supera a tortura que foi o último dia seis de julho.

Na tentativa de mostrar que exército significa rigidez, já marcam a tal idiota seleção geral para sete da manhã. E, quando se coloca o pé lá, começa uma jornada imbecil rumo à dispensa do serviço – pra quem não quer servir, claro. Óbvio que eu faço parte desse grupo, já que eu prefiro ter as minhas pernas destruídas à lá Louca Obsessão do que ter que lutar logo pelo Brasil em uma guerra – o que é óbvio que nunca vai acontecer ¬¬

Primeiro se espera mais ou menos meia hora só pra entregar um papel. Depois mais meia hora só pra medirem a altura, verem o peso e até a circunferência da cabeça e da cintura. Depois mais meia hora pro dentista dar uma olhada na saúde bucal. Felizmente, por algum motivo que até agora eu não entendi, fui liberado por causa do aparelho que uso. Uma desculpa esfarrapada (ou pointless) que me salvou das etapas seguintes.

Passei pelas salas que eu teria que entrar caso eu tivesse que seguir adiante e levantei as mãos para o céu e agradeci por não ter que passar pelos constrangimentos que os outros estavam passando. Enfim, eram umas 9h30 quando eu sentei em um banco pra esperar o meu certificado de dispensa. Fiquei lá até 11h30 da manhã porque algum incompetente me trancou no sistema dizendo que eu poderia sim servir. Ninguém me avisou do problema e eu fiquei que nem um idiota esperando duas horas sentado.

Quando eu ia reclamar pra algum soldado, faziam piadinhas idiotas como se eu fosse um retardado. Quando eu ia ao banheiro, o soldado me xingava porque eu caminhei até o banheiro sozinho, o que é proibido (!!!). Enfim, mais um monte de lorotas ridículas que o exército usa lá dentro pra tentar imprimir algum tom de seriedade para o país. O termômetro da minha raiva estava nas alturas quando eu saí de lá e a experiência só me fez reafirmar uma coisa que eu já pensava faz bastante tempo: o Brasil é uma verdadeira porcaria.

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zodiac.

Junho 24, 2009

horoscope

You take the pieces of the dreams that you have, ’cause you don’t like the way they seem to be going. You cut them up and spread them out on the floor. You’re full of hope as you begin rearranging.”

Os horóscopos às vezes acertam algumas coisas…

  • Em você se combinam a razão e a criatividade, brindando com um caráter complexo.
  • Adora expressar-se de todas as formas possíveis, precisa de um palco para fazê-lo e, é claro, de uma platéia também.
  • Você é um falso tímido, que encanta as pessoas com seu dom de oratória e com uma inteligência vivaz.
  • Normalmente faz de conta que é uma criança abandonada, e quando menos se espera, lá está você no comando da situação. Mas ao mesmo tempo, perde rapidamemente esse comando, porque no fundo tem dificuldade de manter qualquer estado de ânimo por muito tempo.
  • Você aprende tudo por meio da observação, e da imitação, que são poderes muito aguçados de seu caráter.
  • Você será sempre um pouco inesperado para os seus amigos, e provavelmente fará sempre diferente, quando não o contrário, do que eles lhe aconselharem.
  • Terá domínio de si mesmo, perseverança, mas também será combativo e desobediente.
  • Pensa mil coisas ao mesmo tempo. Começa cinco e termina meia. Porém, no meio disso tudo sai uma ideia maravihosa, inédita.
  • De repente, está ali na festa pulando, dançando e, do nada, fica quieto, sério e vai embora.
  • É inteligente porque absorve tudo muito rápido, mas odeia se aprofundar nas coisas.
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memories can weigh you down.

Junho 14, 2009

up

“What we feel isn’t important. It’s utterly unimportant. The only question is what we do.”

Passado. Todo mundo tem. Alguns, dos mais tenebrosos. Outros, dos mais simples possíveis. Eu faço parte daqueles que não se orgulham muito do que aconteceu anteriormente, mas com muita frequência gosto de ficar me lembrando de algumas coisas. Pode até não parecer, mas eu sou um grande saudosista. Bem romântico da primeira fase; lembrando agora das minhas péssimas aulas de literatura mas que, estranhamente, me ensinaram algumas coisas. Na realidade, o meu saudosismo se refere aos anos que vieram a partir de 2004, o resto prefiro esquecer. Completamente, de preferência.

Esse assunto surgiu por duas razões. Uma delas foi porque eu tive a oportunidade de rever O Leitor e outra porque ouvi a trilha do novo filme da Pixar, Up, e o nome de uma composição me marcou: memories can weigh you down. A trilha do Giacchino pra esse filme é maravilhosa e um nome como esse para uma canção de um desenho animado só poderia vir da Pixar… Mas enfim, chega de ficar puxando o saco da produtora. O fato é que O Leitor é um filme muito incompreendido.

Datado como o filme que roubou a vaga do Batman no Oscar, O Leitor é um intenso estudo sobre culpa e amor… E também sobre passado. Impressionante como o filme dá um toque todo especial nessa história de que como o passado é um dos fatores que moldam quem somos hoje e como pensamos ou sentimos. Por exemplo, o jovem Michael Berg do filme pode até punir a misteriosa Hanna Schmitz pelos crimes nazistas dela, mas em momento algum deixa de amá-la pelo bom ser humano que ela também é ou pelo que ela representou no passado para ele.

Filme revisto, passei a pensar um pouquinho. Fiz um comparativo: o que certas pessoas são para mim hoje e o que elas foram para mim um dia.  Claro que eu não descobri que alguém é Hanna Schmitz com segredos terríveis… É, até por ali… Enfim, o resultado dessas comparações é, no mínimo, estranho. São pouquíssimas as pessoas que permaneceram as mesmas pra mim desde o momento em que as conheci. Outras, mudaram completamente – para o bem ou para o mal.

Mas eu fico aqui sempre falando dos outros, sobre como os outros mudam ou sobre a atitude dos outros. Porém, what about me? Ih, uma figura totalmente diferente a cada ano. Sempre estou em metamorfose, sempre. Para alguns, isso é uma coisa boa. Para outros, nem tanto. Por exemplo, vamos analisar rapidamente um histórico meu. 2005: círculo de amizades quase nulo e dificuldades no colégio. 2006: dificuldades no colégio mas com um significativo círculo de amizades. 2007: um amigo aqui, outro ali,  assaltado umas três vezes, depressão literal, um dos piores anos da minha vida. 2008:  algumas amizades, algumas coisas novas, perambulando pelo centro, nenhum assalto, aprendizado em decadência. 2009: de repente popularidade, milhões de amigos, estabilidade, mas always giving parties to cover the silence. Eu vivo mudando. Ou será que só eu penso assim?

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abundance.

Junho 4, 2009

abundance

“I love you so much I’m going to take you behind the middle school and get you pregnant.”

Odeio professores caridosos. Mesmo. Principalmente aquele tipo que facilita a vida do aluno. Vamos tomar por exemplo o final desse semestre. Com o objetivo de não ferrar a turma, quase todos os meus professores inventaram de fazer trabalhos gigantescos. Em grupo, claro, para o meu desgosto. Daí fica aquele ensino capenga, onde as pessoas só aprendem a sua parte do trabalho.  Já eu, sou bem irmã Aloysius Beauvier: tradicionalista até o último fio de cabelo. Sou a favor das provas cumulativas e dos testes-surpresa. Por mais terrível e ditatorial que possa parecer, é assim que as pessoas realmente aprendem de verdade. Os meus futuros colegas jornalistas me crucificam por conta dessa opinião. Mas, depois de formado, é melhor um jornalista que sabe tudo ou um jornalista que sabe só a sua parte da apresentação?

Anyway, por causa desses trabalhos tolos, tenho tido pouco tempo para me dedicar aos meus habituais prazeres caseiros. É um vai-e-vem constante e só fui conseguir, por exemplo, acabar algumas temporadas de séries nessa semana. Contudo, não dispenso de maneira alguma as minhas consultas constantes com o dr. Paul Weston. Cada encontro com ele realmente é uma terapia – algo em que já me viciei. No mais, a vida continua a mesma – com a exceção de que, nos últimos dias, eu descobri que a minha comunicabilidade também funciona fora da escrita. O que merece menção, nessa semana, é a extrema felicidade que me consumiu quando eu vi que eu teria companhia para o show de sexta. Felicidade maior que essa é só aquela que vai fazer parte de mim quando 365 dias completarem de um determinado ciclo semana que vem. É só colocar a Meryl Streep pulando na cama e… May I?

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I’m too tired to talk.

Maio 22, 2009

tend

Who are you? What are you fighting for?

Antes, quando eu tinha o meu pequeno blog de cinema com um número mínimo de visitantes, eu dava a minha opinião e ninguém me atordoava. Eu acreditava que vivia numa ditadura, onde o que eu dizia era a verdade. O tempo passou, a minha ambição por popularidade cresceu e o velho e tímido Cinema 2006 agora se tornou o povoado Cinema e Argumento. Eu, que sempre defendi os alternativos e que não apoiava o povão tenho que admitir que me vendi. Por um preço bem baixo, por sinal. Posso até ter ganhado credibilidade e aprimorado o meu estilo de escrita com a prática (mais precisamente com a minha preocupação do meu texto ser lido por várias pessoas), mas a verdade é que eu ganhei pouco em troca.

Primeiro, vi que o meu blog é apenas mais um na internet. Tem gente muito mais dedicada do que eu, que escreve muito melhor. Eu não tenho paciência para ficar revisando texto (e é por isso que volta e meia as minhas críticas tem alguns erros de digitação) e tenho pavor de ficar ajeitando foto para post. Ou seja, tecnicamente já sinto distanciamento. Segundo, pode até parecer mentira, mas a verdade é que eu não vou muito ao cinema. Só em época de Oscar. Então, enquanto os blogs estão pipocando com resenhas de estreias, eu humildemente publico os filmes que vi em dvd. Terceiro, tenho extrema dificuldade em comentar nos endereços dos meus amigos blogueiros. Se já não tenho paciência pra manusear o WordPress, imagina comentar em TODOS os sites que tenho no meu blogroll. Sem falar que às vezes mais da metade fala de um determinado filme.

Mas o que mais anda me desmotivando nesse mundo de blogs é o tendecionismo dos blogueiros. Explico com um exemplo: o duelo entre Mickey Rourke e Sean Penn na corrida do Oscar. A opinião quase que generalizada dos blogueiros ANTES DO OSCAR: “Penn está ótimo, mas é Rourke o grande merecedor da estatueta”. A opinião quase que generalizada DEPOIS DO OSCAR: “Penn está brilhante e o seu Oscar realmente foi mais digno que o de Rourke”. Impressionante como que a maioria fica tendencioso a opinião dos outros. Outro exemplo claro é o do vencedor desse ano Quem Quer Ser Um Milionário?. Adoro o filme, mas desde o início sempre disse que não merecia tanto Oscar. Daí eu era o maluco, o do conta. Bastou o filme ganhar oito prêmios que todo mundo se bandeou pro meu lado. Daí eu fico parecendo mais um maria-vai-com-as-outras.

Já diria a minha professora de Teoria da Comunicação que a internet é uma benção e uma maldição. Enquanto temos coisas muito boas sendo divulgadas, também tem muita porcaria. O espaço ficou amplo demais, qualquer um pode sair por aí dizendo qualquer coisa. Portanto, encontramos blogs por aí escrevendo “mecheu”, “concerteza” ou “arrecém”. É só ler erros grotescos assim que eu fico completamente desmotivado. Desmotivado por saber que existem pessoas de certa forma despreparadas e descuidadas para sairem publicando sua opinião. Acho que primeiro nós temos que absorver informação para depois colocar em prática. Podiam ao menos colar o texto no Word pra ver se está tudo certo. Durante muitos anos eu escrevi bobagens pela internet – e sorte que era na época que o mundo cibernético ainda não tinha sofrido um boom – e com o tempo fui aprendendo que devemos ter muito cuidado com o que dizemos. A sociedade é fruto de nossas interações sociais.

E é exatamente aí que está o meu maior arrependimento. Entrei num número infinito de blogs, e hoje estou perdido. Tarde demais pra querer ser o antigo Matheus que antes só selecionava coisas que ele realmente gostava. O Cinema e Argumento pode até me dar bastante orgulho – especialmente porque eu acho sim que consegui atrair leitores fiéis e de qualidade – mas é uma pena que ele não tenha a personalidade que eu gostaria que ele tivesse. É por essa e por outras que minhas atualizações tem sido escassas (no mês passado, por exemplo, publiquei apenas seis posts) e minha empolgação com esse mundo tem estado cada vez menor. Mas o endereço vai continuar lá, já que ele ainda continua sendo um grande motor de promoção dos meus textos. Esse é o desabafo de um blogueiro cinéfilo que está desiludido com o seu meio…

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always the hours – season one.

Maio 10, 2009

os principais acontecimentos e as principais datas dessa minha primeira temporada…

1X01 NOTHING BUT MY OWN SKIN (original air date: 8 december 2008)

- about a night to remember.

1X02 FATHER DOESN’T KNOW BEST (original air date: 31 december 2008)

- about a father that can be nothing to you.

1X03 THE TEST (original air date: 4 january 2009 until 7 january 2009)

- about a terrible test.

1X04 HOME LONELINESS (original air date: 13 january 2009)

- about being alone… home alone.

1X05 GOOD BYE, MY FRIEND! (original air date: 14 january 2009)

- about a good bye.

1X06 IT STARTS WITH A SEED OF ANGER (original air date: 16 january 2009)

- about being angry all the time.

1X07 DON’T YOU KNOW THAT? (original air date: 19 january 2009)

- about confessing my love.

1X08 DISSAPOINTMENT (original air date: 29 january 2009)

- about getting dissapointed.

1X09 I KNOW YOU (2 february 2009)

- about the worst fight ever.

1X10 WHERE THE HELL HAVE YOU BEEN? (original air date: 3 february 2009)

- about finding someone that is lost.

1X11 THE DISASTER BUTTON (original air date: 25 february 2009)

- about a little push that destroys everything.

1X12 THE HILLS ARE ALIVE (original air date 27 february 2009)

- about a mountain.

1X13 WHAT IF…? (original air date: 28 february 2009 until 1 march 2009)

- about a memorable talk.

1X14 POPPY MOMENTS (original air date: 13 march 2009)

- about dull happiness.

1X15 ARE WE READY? (original air date: 18 march 2009)

- about being ready for a major step.

1X16 WHY DID YOU TAKE A SHOWER? (original air date: 4 april 2009)

- about lust and shower.

1X17 PARADING THE STREETS OF NO NAME (original air date: 6 april 2009)

- about a really special letter.

1X18 A PRIZE FOR SOMEONE’S SILLINESS (original air date: 11 april 2009)

- about party, gossip and rage.

1X19 HOW DOES IT FEEL, TO BE SUCH A FREAK? (original air date: 12 april 2009)

- about freaky things.

1X20 SOMEWHERE ONLY I KNOW (original air date: 16 april 2009)

- about a place to hide.

1X21 CHOOSING LIFE (original air date: 19 april 2009)

- about life and death.

1X22 TRUST/LUST (original air date: 26 april 2009 until 27 april 2009)

- about doing the way I did when I thought no one was watching.

1X23 MY AXEL IS BACK (originail air date: 27 april 2009)

- about saying “welcome back” to someone.

1X24 NOT A CHANCE (original air date: 3 may 2009 until 4 may 2009)

- about a queue, not about a party

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to lose something you can’t replace.

Abril 20, 2009

Você não deveria estar aqui. Não hoje. Vou levá-lo para casa. Parece tão estranho e cansado. Parece que estamos em um sonho juntos. Por favor, não fique tão triste. Eu me sinto culpado. Estou tão consumido de culpa. É irônico, porque eu me preocupo tanto com você. E você só sente desprezo por mim. E ainda assim me sinto culpado. Todos os cômodos, tão lindamente decorados, tudo tão controlado em sua vida. Não há espaço para sentimentos verdadeiros. Nenhum. Entre nenhum de nós. Com exceção da Renata, que nunca deu a mínima para você. Você a venerava. Você venerava o talento. Bem, o que acontece com aqueles que não podem criar? O que faço quando sou sufocado por sentimentos? Como posso expressá-los? Tenho tanta raiva de você! Não percebe? Você não é uma pessoa doente. Seria fácil demais definir assim. A verdade é que existiu perversão e intenção nas suas atitudes.