
“What a bunch of bullshit!“
Adoro ver como o Brasil faz piadas de si mesmo e não nota. Todo mundo sabe que a nação em si já é uma completa bagunça, mas é só colocar o pé dentro do exército que a ridicularidade desse tal sistema sério já fica evidente. Esse ano, já tive o desprazer de ir ao encontro do exército umas quatro vezes. Todas as experiências foram terríveis, por sinal. Mas, nada supera a tortura que foi o último dia seis de julho.
Na tentativa de mostrar que exército significa rigidez, já marcam a tal idiota seleção geral para sete da manhã. E, quando se coloca o pé lá, começa uma jornada imbecil rumo à dispensa do serviço – pra quem não quer servir, claro. Óbvio que eu faço parte desse grupo, já que eu prefiro ter as minhas pernas destruídas à lá Louca Obsessão do que ter que lutar logo pelo Brasil em uma guerra – o que é óbvio que nunca vai acontecer ¬¬
Primeiro se espera mais ou menos meia hora só pra entregar um papel. Depois mais meia hora só pra medirem a altura, verem o peso e até a circunferência da cabeça e da cintura. Depois mais meia hora pro dentista dar uma olhada na saúde bucal. Felizmente, por algum motivo que até agora eu não entendi, fui liberado por causa do aparelho que uso. Uma desculpa esfarrapada (ou pointless) que me salvou das etapas seguintes.
Passei pelas salas que eu teria que entrar caso eu tivesse que seguir adiante e levantei as mãos para o céu e agradeci por não ter que passar pelos constrangimentos que os outros estavam passando. Enfim, eram umas 9h30 quando eu sentei em um banco pra esperar o meu certificado de dispensa. Fiquei lá até 11h30 da manhã porque algum incompetente me trancou no sistema dizendo que eu poderia sim servir. Ninguém me avisou do problema e eu fiquei que nem um idiota esperando duas horas sentado.
Quando eu ia reclamar pra algum soldado, faziam piadinhas idiotas como se eu fosse um retardado. Quando eu ia ao banheiro, o soldado me xingava porque eu caminhei até o banheiro sozinho, o que é proibido (!!!). Enfim, mais um monte de lorotas ridículas que o exército usa lá dentro pra tentar imprimir algum tom de seriedade para o país. O termômetro da minha raiva estava nas alturas quando eu saí de lá e a experiência só me fez reafirmar uma coisa que eu já pensava faz bastante tempo: o Brasil é uma verdadeira porcaria.

















