Um dia de extremos. Prazer e angústia. O segundo não vale a pena comentar, até porque não convém tratar de um assunto tão pessoal aqui. Hoje foi dia de arrumar as gavetas, que há tempos estão para serem organizadas. Sempre fico com pena de fazer isso, já que sempre quando as organizo é porque falta espaço, e conseqüentemente, tenho que me livrar de alguns pertences. Hoje não foi o caso. Porém, acabei abrindo uma gaveta que não abro faz séculos – a do colégio. Meus trabalhos, provas e avaliação de séries passadas (1ª até o segundo ano). Estou chegando ao fim de minha vida escolar, e agradeço por isso, mas olhando toda a minha trajetória, acabo por sentir muita saudade de certos momentos. Afinal, era o tempo em que havia esperança, onde nada era complicado e difícil. Saudades daqueles momentos na oitava série, onde desfrutei dos melhores momentos da minha vida escolar. A série em que mais me afeiçoei aos professores (ainda sofro de saudades das insuperáveis e inesquecíveis aulas de inglês banhadas a intermináveis e prazerosas discussões sobre filmes ou dos hilários bingos de francês). Foi muito curioso rever os meus trabalhos da primeira série. Fiquei impressionado com a minha memória, olhando alguns trabalhinhos, me lembrei exatamente dos momentos em que os fiz.
A vida não é isso? Feita de memórias? Sentir falta de certos momentos? Mesmo que a vida esteja completamente sem graça e pareça não fazer mais sentido, já que nem se compara o passado, temos que continuar seguindo em frente. Porque, como diz Clarissa Vaughan em As Horas: “That’s what we do. That’s what people do. We stay alive for each other.”. O que nos resta é esperar por mais momentos inesquecíveis, que possam permanecer em nossas mentes durante anos, e que daqui há algum tempo, estejam dentro de uma gaveta da vida para que possamos abrir e nos lembrar.
















