Arquivo de Agosto, 2007

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em algum lugar do passado.

Agosto 28, 2007

Um dia de extremos. Prazer e angústia. O segundo não vale a pena comentar, até porque não convém tratar de um assunto tão pessoal aqui. Hoje foi dia de arrumar as gavetas, que há tempos estão para serem organizadas. Sempre fico com pena de fazer isso, já que sempre quando as organizo é porque falta espaço, e conseqüentemente, tenho que me livrar de alguns pertences. Hoje não foi o caso. Porém, acabei abrindo uma gaveta que não abro faz séculos – a do colégio. Meus trabalhos, provas e avaliação de séries passadas (1ª até o segundo ano). Estou chegando ao fim de minha vida escolar, e agradeço por isso, mas olhando toda a minha trajetória, acabo por sentir muita saudade de certos momentos. Afinal, era o tempo em que havia esperança, onde nada era complicado e difícil. Saudades daqueles momentos na oitava série, onde desfrutei dos melhores momentos da minha vida escolar. A série em que mais me afeiçoei aos professores (ainda sofro de saudades das insuperáveis e inesquecíveis aulas de inglês banhadas a intermináveis e prazerosas discussões sobre filmes ou dos hilários bingos de francês). Foi muito curioso rever os meus trabalhos da primeira série. Fiquei impressionado com a minha memória, olhando alguns trabalhinhos, me lembrei exatamente dos momentos em que os fiz.

A vida não é isso? Feita de memórias? Sentir falta de certos momentos? Mesmo que a vida esteja completamente sem graça e pareça não fazer mais sentido, já que nem se compara o passado, temos que continuar seguindo em frente. Porque, como diz Clarissa Vaughan em As Horas: “That’s what we do. That’s what people do. We stay alive for each other.”. O que nos resta é esperar por mais momentos inesquecíveis, que possam permanecer em nossas mentes durante anos, e que daqui há algum tempo, estejam dentro de uma gaveta da vida para que possamos abrir e nos lembrar.

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imaginary portrait.

Agosto 25, 2007

Quem? Ruth Fisher, do seriado A Sete Palmos.

Entender Ruth Fisher não é uma tarefa simples. Superprotetora? Chata? Antiquada? Tire suas próprias conclusões. Mas o fato é que eu a entendo por ter várias características minhas. Não sei exatamente quais, mas me pareço bastante com ela.

Quem? Clarissa Vaughan, do filme As Horas.

Aquela pessoa que aparenta. Aparenta ser feliz, mas na maioria das vezes não é. Aquela pessoa que está sempre tentando ajudar quem está a sua volta e nunca pede ajuda. Uma pessoa que não se abre, se comunica por olhares e está sempre esperando…

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light and dark.

Agosto 23, 2007

Às vezes a ficção é tão atraente e interessante, que eu gostaria que ela fosse realidade. Revendo um episódio de Six Feet Under, algo me chamou a atenção. Durante vários episódios, é mencionado um livro que a personagem Brenda (Rachel Griffiths) teria escrito e feito muito sucesso. O livro é entitulado Charlotte – Luz e Escuridão. Eu nunca tinha prestado atenção como esse tal livro é importante para entendermos melhor a personalidade dessa complexa personagem. O livro é sobre uma jovem que é enviada ao psicólogo a mando dos pais. Porém, essa menina é muito mais inteligente que o psicólogo e começa a fazer, sozinha, uma análise filosófica sobre as pessoas que estão em sua volta (inclusive o psicólogo) e sobre os acontecimentos de sua vida. Daí me veio a pergunta: seríamos nós um pouco Charlotte – Luz e Escuridão? Analisando essa pergunta, cheguei a conclusão que enxergo muito de mim nessas duas pessoas – na Brenda (a autora) e na personagem (Charlotte). Ainda que eu me identifique muito mais com a Ruth.Em Brenda, enxergo as minhas indecisões, a vontade de acertar (e na maioria das vezes acabar falhando) e muitas outras coisas mais complexas que só eu sei. A melhor frase de Brenda é Everytime I believe in a happy ending, I gost severely fucked. Uma frase muito verdadeira, quando relacionada a minha pessoa, diga-se de passagem; Já em Charlotte, enxergo a análise de seu mundo. Sou uma pessoa bem crítica, que vive analisando todos a sua volta. Eu sou um pouco Matheus - Luz e Escuridão. Enfim, se esse livro existisse, certamente estaria entre meus favoritos. . Mas como não existe, me contento com todo o brilhantismo da Brenda em Six Feet Under (que volto a repetir, é a melhor série EVER).

Depois do fim de Harry Potter, me dedico a Dois Irmãos, que eu idolatrava no início e que agora apenas “adoro”. Essa semana me emocionei bastante com Cinema Paradiso, filme que me identifiquei muito. Quanto aos meus sentimentos… Bom, eles estão sendo movidos por músicas…

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the end.

Agosto 20, 2007

Hoje li a última página de Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Tá, pode até ter sido bem emocionante no final, mas eu ainda reclamo de todo o chato desenvolvimento e da falta de inspirações nas palavras finais.

Sem contar que foi um parto pra acabar, já que meu irmão desligou o abajur na minha cara. A solução? Atirei aquele livro de mais de 700 páginas na cabeça dele. Ele nem revidou. Mas daí eu já tinha perdido a vontade de ler. Hoje, antes de ir para o colégio, li as últimas três páginas. Agora me dedico totalmente ao livro Dois Irmãos.

Apesar da Redenção (que não foi uma completa desgraça por causa de uma pessoa), meu domingo foi bem agradável, já que fiquei muito contente com os filmes que peguei na locadora. São eles: Cinema Paradiso, O Destino Bate à Sua Porta, Apocalypse Now, Lembranças de Hollywood, Machuca, O Libertino, Armações do Amor, Ultravioleta, A Passagem e Pollock. Pra alegrar a segunda feira, vi Armações do Amor. Apesar de previsível, me diverti bastante.

ps: barbara covett soul. yes, yet.

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things have changed.

Agosto 19, 2007

Eu nem me lembro da última vez que eu tinha ido na Redenção. Eu nunca fui muito fã de ir lá, mas até que era agradável, algumas vezes. Devido a uma chantagem emocional, fui lá hoje. Fiquei apavorado como esse lugar mudou. A visão que eu tinha antes de um lugar que os amigos se encontram pra rir e se divertir não existe mais. Agora, é uma pura poluição visual. É impressionante como existe gente estranha e bizarra, mas o pior não é isso. Tudo é liberal demais, algo que eu não consigo entender nem aceitar. Além dos tipícos cheiros de maconha, vendem até capeta de bandeja! Eu fico envergonhado dessa adolescência contemporânea. Às vezes eu me pergunto se sou eu que estou errado, mas hoje eu concluí que não. Afinal, tudo isso é uma questão de princípios e isso não pode ser mudado. Não me importo se é emo, se é gay, se é lésbica. Muito pelo contrário, a vida é de cada um e que as pessoas façam o que quiserem, não tenho preconceito nenhum. Mas porque essa juventude quer ser tão escancarada? Qual a moral de se drogar com maconha e se embebedar em plena luz do dia em um DOMINGO? Qual o objetivo? Chocar? Chamar a atenção? Se todos fossem mais contidos e não liberais radicais, isso seria muito mais aceitável e normal. É algo que eu não entendo. Cheguei a conclusão que nunca mais vou ver aquela velha redenção da minha infância. Mas, enfim, princípios são princípios.

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everyone wants to be found.

Agosto 18, 2007

Tudo anda tão… saturado.

A começar pela escola. Lugar que só vou porque preciso, porque não tenho nenhum motivo em especial para querer ir. A metade do semestre se aproxima, os professores continuam com a mesma má vontade de dar aula e os alunos cada vez mais desmotivados. A escola exala cansaço e um ar de “nada” paira no ar. O vestibular se aproxima e a pressão é imensa, tanto em casa quanto no colégio. Andei imprimindo algumas provas e fiquei com absoluta certeza que eu passarei em ao menos uma faculdade. Que venha o jornalismo, as pessoas maduras e os profissionais com vontade de aprender.

Depois vem a rotina; Antes eu reclamava das minhas inúmeras e intermináveis aulas à tarde. Hoje, clamo por alguma qualquer atividade que me tire dessa ociosidade que toma conta de mim durante a tarde. Culpa do colégio também, que não me dá nenhuma ocupação. Portanto, preencho esse tempo com livros (cada vez mais apaixonado por Dois Irmãos e um pouco feliz com a melhora nos últimos capítulos de Harry Potter e as Relíquias da Morte). Os filmes já foram mais presentes (essa semana vi Vênus, apenas). Quem realmente tem me entretido bastante são as séries. Estou assistindo Desperate Housewives, Dexter, Brothers And Sisters e Skins. E, é claro, sempre revendo A Sete Palmos, a melhor série EVER!

Tenho me dedicado mais às músicas também. Passei a apreciar Death Cab For Cutie. Também gostei de algumas do The Arcade Fire e do Snow Patrol. Porém, a música da semana é Easier To Lie, do Aqualang.

Como todos podem ver, esse texto não teve muito o que dizer. O que me falta é assunto pra escrever. Porém, estou à espera. Aliás, everyone’s waiting. Falei com algumas pessoas que eu estava esperando e o resultado não foi o esperado. No entanto, cada vez mais gosto de conversar com uma pessoa no msn. Talvez, isso signifique muito pra mim.

Ainda estou à espera de alguma coisa que eu não sei bem o que é? Acho que quero ser encontrado. E espero que seja logo.

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retratos de uma obsessão

Agosto 16, 2007

it’s the distance between the life that you dream, and life the that you live…

Hoje me sinto um pouco Barbara Covett(de Notes On a Scandal). Ou um pouco Sy (de One Hour Photo). Ando muito obcecado por algumas pessoas. Mas não revelo detalhes pra não assustar. Obcecado em algumas que me fazem muita falta… e em outras que estão sempre presentes. Confusão? Amor? Amizade? Medo? Não sei ao certo.

Mas, aproveitando essa minha fase, descobri várias coisas sobre as pessoas. Guardar históricos no msn é muito útil. Hoje, relendo umas conversas(!) fui me dar conta de algumas indiretas(!!) e até mesmo de agumas mentiras (!!!). Ao mesmo tempo em que eu me decepcionei muito com uma pessoa ao ler esses históricos, passei a admirar mais ainda outra.

Ando sem inspiração pra postar. Mas, em breve, eu a recupero.