Arquivo de Setembro, 2007

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simulação.

Setembro 29, 2007

De uma certa forma, esse simulado da PUCRS me surpreendeu. Depois de ter feito o vestibular em dupla com a Bruna, fomos para a Feira de Profissões, onde saímos com mais papel do que em uma caminhada no centro. Mas é um belo programa para os vestibulandos, vale a pena conhecer. Depois de minha querida amiga ter arrebentado o fio dos trabalhos de publicidade, fomos conferir o tão aguardado gabarito. Sentamos no chão do Salão de Atos e a desgraça começou.

Geografia 2/5,  Física 1/5, História 2/5, Matemática 0/5, Química 3/5, Biologia 3/5, Literatura 3/5, Português 4/5.

Mas nada, NADA mesmo superou o meu choque ao ver que errei todo o vestibular de inglês. Essa situação, para mim, seria fruto da imaginação de um louco perturbado, já que inglês é minha matéria favorita e a que mais tenho conhecimento. No entanto, levem em consideração que era um texto sobre os efeitos colaterais da digestão da lactose por pessoas alérgicas. No fim das contas, acho que fui relativamente mediano em meus resultados. Apesar de as frustrações ganharem muito mais destaque, fiquei muito, mas muito contente com meu resultado em português. Creio que o ingresso na faculdade de jornalismo não parece tão difícil para mim.

Essa semana, apesar de monótona como sempre, foi bem interessante. Explico: sabe aquelas janelinhas que nunca piscam em seu MSN (e quando o fazem é pra pedir favor?)? Ou aquelas pessoas que você nunca esperava que ligassem? Pois é, nada menos que três pessoas me surpreenderam essa semana. Enquanto algumas continuaram a ser igualmente pouco interessantes, outras confirmaram sua amizade e confiança. Ainda que esses papos não tenham sido o que eu esperava, fiquei contente de falar novamente com certas pessoas. 

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static.

Setembro 27, 2007

- Depois que papai morreu… Foi uma perda de tempo pensar assim.

- Não, era o seu jeito de lidar com aquela situação.

- Não, me impediu de conhecer você como eu deveria…

- Claire!

- Tantas coisas que eu queria ter…

- Claire!

- Que foi?

- Pare de ouvir a estática.

- O que diabos significa isso?

- O mundo está cheio dessas coisas gravitando na nossa volta, roubando a nossa atenção. Nós nunca paramos e ouvimos uns aos outros. O mundo e tudo mais está completamente submerso em estática.

- Você está chapado?

- Sim, na verdade estou.

(um bicho rosna na escuridão das árvores)

- O que foi isso?

- Não sei.

- Você sabe tudo sobre a porra desse mundo, mas não consegue me dizer o que está se movimentando entre as moitas?

- Claire, vá embora.

(Ele sai correndo e some. Claire desaparece na escuridão, ela pega seu carro fúnebre e acelera, porém, uma surpresa a aguarda no caminho.)

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Você já parou, nem que seja por um segundo, de ouvir a estática?

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the list – director’s cut.

Setembro 24, 2007

Segunda versão de The List, com as mesmas pessoas (perfis diferentes) e outras novas. O nome de cada tópico em português ou inglês se refere a pessoa em seu título ou conteúdo cinematográfico.

1 – Regras da Vida

Adoro você, nem se preocupe quanto a isso. Só não deixe se dominar tanto por regras, mandamentos e imposições de outras pessoas. Acredite, isso será um bem para o seu futuro. Uma pessoa que sinto saudades e que sempre me alegra, mas que precisa aprender a se libertar de certas coisas, apesar da culpa não depender totalmente de você.

2 – Friends With Money

Tenho medo, muito medo de falar qualquer coisa que não seja do meio profissional com você. Acaba julgando a maioria das minhas atitudes, meus trejeitos e meu modo de ser. Mas a verdade é que se você se olhar no espelho, verá que a inveja lhe domina. Sempre quando alguém é superior, você tende a ficar calada e de mal-humor. O tipo de amigo que só gosta realmente de você quando puder obter algum benefício disso. Apesar de me trazer muita diversão e bons momentos, é o tipo de pessoa que não me trará saudades e que será lembrada mais pelos seus defeitos daqui a alguns anos.

3 – Babel

DETESTO o seu jeito de falar. Sua lentidão e o tom de sua voz me irritam. Adoro muito de seus gostos musicais, cinematográficos e literários. Porém, falta alguma coisa para nos conectarmos. Talvez você precise ouvir um pouco, ao invés de perder seu tempo ensinando e querendo mostrar certa superioridade em um determinado assunto. Uma pessoa que esteve presente em uma fase bem hilária desse ano.

4 – Six Feet Under – The Complete First Season

Dificilmente eu terei alguma desavença com você, e nosso afastamento me perturba. Já conhecemos muito mais um do outro e hoje nos encontramos (e nos falamos) ocasionalmente. Porém, ainda tenho a mesma admiração e afeto que sempre tive. Precisamos recuperar esse tempo perdido.

5 – Mr. Brooks

Estranho. Essa a palavra que melhor lhe define. Foram raras as oportunidades para conversarmos e você se mostrou alguém inteligente e culto, mas alguns gostos bizarros me impediram de formar algo sólido com você. Continuaremos a nos falar, mas tenha a certeza que nunca chegaremos no nível de grandes amigos.

6 – 30 Rock

Gostei muito de te conhecer e achei que seríamos grandes amigos. O que antes eram longas conversas no msn, agora nem existe mais. Temos muitos, muitos gostos cinematográficos em comum, mas ultimamente você parece estar “descontrolado” e excêntrico demais para meu gosto. Não que você seja uma decepação, mas se mostrou totalmente diferente do que eu imaginava.

7 – Em Boa Companhia

Sinceramente? Só de olhar pra você já me dá vontade de rir. Do meu círculo de amizade, encaixa-se no grupo das mais engraçadas. Ainda estamos em processo de conhecermos um pouco mais sobre cada um, mas é desde já uma pessoa seríssima candidata a minha lista de melhores amigos.

8 – Mulher-Gato

No início eu não gostava muito de você, tinha minhas dúvidas. Mas de pois de um certo tempo, mostrou-se alguém confiável e hilária. Fico triste em ter que encaixá-la nas “pessoas que perdemos no caminho”. Sonto falta de nossa convicência semanal, onde a  matemática nunca me pareceu tão simples.

9 – Hairspray

Não sei quase NADA sobre você. Estranhamente, você foi uma grande surpresa pra mim. Ainda que eu admire a sua coragem, seus sentimentos lhe cegaram e não fizeram-lhe ver que sua presença incomodava. De certa forma, tive muita pena de você; pena que acabava se originando no desperezo que tinha quanto a sua pessoa. Além de tudo isso, você foi muito idiota em não aceitar os meus ideais.

10 – Little Women

No início eu achava que você era alguém superficial e até mesmo forçada, mas com o tempo aprendi a adorar você. Nunca pensei que fosse criar tanto afeto por alguém em tão pouco tempo. Pena que seja outra pessoa que se encaixa nas que “perdemos no caminho”.

11 – American Dreamz

São constantes conversas divertidas e cultas, que se destacam nos meus melhores debates no msn. Além de filosofarmos certos filmes e criticarmos o meio em que vivemos, somos parecidos em muitos, mas muitos ideais. Algo que me deixa profundamente contente - não só por tudo já citado, mas por eu me aliviar ao notar que eu não sou o único ser nesse planeta completamente pirado em um determinado assunto.

12 – A Lula e a Baleia

Seu radicalismo em um assunto me apavora, tenho até medo de discordar de você. Acho que se eu tiver uma opinião contrária, você pode pegar um machado e tirar a minha cabeça fora. Só que, curiosamente, isso é o que mais tem graça em você. De tão radical, você me faz rir muito. Apesar de tudo, as pessoas gostam de você, e se lembram até hoje dos momentos divertidos que você nos proporcionava.

13 – Six Feet Under – The Complete Fourth Season

Na primeira vez que a vi, nem falei com ela. Foi um simples “oi, prazer” e nada mais. Hoje é amiga essencial para uma atividade divertida e culta. Além de ser extremamente bem humorada, consegue ser engraçada mesmo sem querer, com suas idéias surreais e mirabolantes.

14 – A Hora do Rush

A gente se odeia, e ambos sabem disso. Apesar de sermos extremamente simpáticos um com o outro (especialmente quando estamos no meio de amigos em comum), nos olhamos com um certo olhar de desprezo e sabemos que não existe a menor possibilidade de trocarmos alguma idéia sem estarmos pensando mal um do outro. Acho que a sua inveja é o que move isso.

15 – A Identidade Bourne

Não sei porque, mas vejo MUITO de mim em você. Temos umarelação cordial, de poucas palavras e até hoje não tenho motivos para criticá-lo. Se conversássemos mais, seríamos mais amigos, porém, ser igual dificulta as coisas.

16 – The End Of The Affair

Acho que você é a pessoa mais ridícula que eu conheço. O típico cdf que fica se exibindo sem necessidade. Além de você ser um completo loser no seu triângulo amoroso, você exerce uma identidade completamente falsa quando está longe de seu objeto de desejo. Todos percebem isso, menos você.

17 – Six Feet Under – The Complete Fifth Season

Meu afeto por você aumentou exponencialmente esse ano. É uma das poucas pessoas com quem eu realmente tenho uma verdadeira amizade. Daquelas que sempre estará pronta pra me ajudar, assim como eu estarei para ela. Estranhamente, nos conhecemos melhor depois que não nos vimos mais diariamente. Ainda bem, já que você conheceu minha fase menos infantil.

18 – Crash

Você foi o maior impacto em minha vida escolar ano passado. Juro que sempre tentei gostar e me aproximar de você, mas seu nariz empinado me impediu. Além de me trazer uma fase obscura, me atormentou por diversos meses, trazendo-me medo e desespero.

19 – As Good As It Gets

Sério. Seu perfeccionismo e minimalismo com tudo me tira do sério, me irrita e me dá nos nervos. Contudo, peguei algumas de suas manias. Mas fica o conselho: pense duas vezes antes de aplicar essas suas baboseiras com os outros, já que pode causar danos a vida dos seres humanos.

20 – O Professor Aloprado

Na maioria do tempo, você é totalmente descontrolado. Além de ter um defeito muito engraçado, foi uma das pessoas que fez parte da minha infância. Hoje já nem sei mais de sua vida ou de seu paradeiro, mas é aquele tipico amigo de infância que eu só vou me lembrar quando estiver revendo a caixa de fotos.

21 – The Dreamers

Nossa, você tem muito de mim em você. Pena que nem falo contigo direito. That’s all.

22 – O Fantasma da Ópera

Tenho minhas dúvidas sobre você. Muitas dúvidas. Na realidade, você é uma gigantesca incógnita pra mim. Qualquer palavra que digo a você é medida com extrema cautela. No entanto, sabe ser uma boa pessoa quando se livra dessa áurea enigmática que lhe cobre.

23 – Cavaleiros do Zodíaco

Minha opinião sobre você é bizarra. Enquanto me afetuei imediatamente com uma amiga sua, até hoje você não conquistou minha confiância. Detestei você durante um bom tempo, mas depois passei a aceitá-lo melhor. Ainda que muito engraçado e extremamente sociável, achei que teria um melhor relacionamento com você.

24 – Six Feet Under – The Complete Third Season

Você me alegra totalmente. Durante todo o tempo que passamos juntos, só brigamos uma única vez, e foi por algo bem estúpido. No entanto, precisamos nos conhecer melhor.

25 – Spiderman 3

Distanciei-me bastante de você desde a primeira lista. Acho que a falta de assunto prejudicou a nossa convivência. Porém, ainda confirmo tudo o que disse anteriormente, e algumas coisas ficaram mais claras.

26 – Six Feet Under – The Complete Second Season

Espero conhecer mais de você, pois ainda não tive uma grande oportunidade. Porém, demonstrou ser alguém simpático e amigo.

27 – Georgia Rule

Felicidade é a palavra que melhor define você. Tudo, mas completamente TUDO parece ser feliz em sua vida. Tanto, que até duvido que realmente seja verdade.

28 – Elephant

Se mostrou mais flexível e aberto nos últimos tempos. Necessidade, talvez? Ainda continua tendo as mesmas características que citei em seu perfil originalmente, nada mudou.

29 – Moulin Rouge!

Só o nome já diz tudo. Mesmo perfil de antes.

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the golden age.

Setembro 23, 2007

Semana passada, fazendo minha inscrição para o vestibular de jornalismo, dei-me conta que a partir do ano que vem, muita coisa vai ser diferente. Como já estou fazendo contagem regressiva para me livrar da escola (faltam pouco mais de dois meses), dedico esse post para me despedir de tudo que mais me irrita nesse terrível lugar – a escola. Vamos a listinha:

  • Adeus matemática! Matéria que mais me infernizou em toda a minha vida escolar. Só de pensar de que nunca mais terei que ver x e y com a freqüência que vejo já me dá um alívio. Adeus senos, cossenos e tangentes! Adeus trigonometria, pior matéria EVER!

  • Adeus física e seus movimentos retílineos malditos! Termodinâmica, eletricidade, leis de ohm e mais um monte dessas porcarias que não servem pra nada, a não ser passar no vestibular. Apesar da matemática ser a mais chata e irritante, sinto mais prazer em me despedir dessa, que sempre foi a que mais atrapalhou a minha vida.

  • Adeus química e a sua tabela periódica do inferno que eu nunca aprendi a usar! Que as massas atômicas, hidrocarbonetos, isomeria e cálculo estequiométrico se explodam!

  • Adeus biologia e seus nomes irritantes e complicados!

  • E a categoria mais importante de todas: adeus colegas estúpidos, sem cultura, que debocham dos outros antes de olhar pra sua própria burrice, idiotas, ridículos, sem cérebro e que vão se dar mal na vida eternamente! Que todos ardam no inferno! Menos os que eu gosto, é claro!

  • Adeus professores mal-humorados, “felas” da puta que querem ferrar os alunos. Adeus professores que não têm vocação nenhuma para dar aula, apesar de quererem se convencer disso. Adeus professores conduzidos pela turma, que não sabem controlar ninguém!

  • Adeus provas ridículas que debocham da capacidade mental dos alunos.

  • Adeus provas impossíveis que mostram que o nosso conhecimento é uma ameba.

Enfim, ADEUS COLÉGIO! A partir do ano que vem, nunca mais nos veremos.

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colliding with each other.

Setembro 21, 2007

Na primeira vez que vi Crash – No Limite, me desliguei de qualquer “mensagem” que o filme estava propondo. Assim como faço com qualquer filme em época de Oscar. Só fico focando a minha atenção nos quesitos que mais avalio e julgando se o filme mereceu ou não cada indicação. Na maioria das vezes, isso acaba afetando o meu verdadeiro entedimento diante do filme. Capote e Filhos da Esperança foram dois exemplares de filmes que, depois de uma nova leitura por minha parte, subiram em minha avaliação. Confesso que nada mudou na segunda vez em que vi Crash. Apesar de eu ter gostado bem mais do que na primeira vez, parecia que faltava um certo argumento mais consistente no filme. Somente depois de ter visto um cartaz do filme (que se encontra abaixo) é que fui compreender a essência do filme de Paul Haggis.

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A amizade pode ser uma bênção ou maldição, dependendo do seu ponto de vista. Vamos a bênção. Mesmo que eu não consiga conviver com a distância, nem aceitá-la, acho que nada separa duas pessoas que se entendem. Esse ano foi muito bom pra mim nesse quesito. Apesar de estar parcialmente ou definitivamente longe de certas pessoas, foi a época de minha vida em que o companheirismo mais se destacou. A melhor coisa do mundo é encontrar alguém que te entenda, que tenha as mesmas manias que você, que suporte seus defeitos e que aceite e entenda o seu jeito de ser. Enfim, pessoas que abalem as suas estruturas. Encontrei três pessoas assim esse ano, e apenas uma me decepcionou. Vamos a maldição. É aqui que se encontram os “amigos-conhecidos” e não os “amigos-amigos”. São aquele tipo de pessoa que só servem para não tornar o seu dia-a-dia tão massacrante. Pessoas insignificantes, que não estão nem aí para o que você pensa ou sente, que são apenas “tapa-buracos” como diria Claire Fisher. Pessoas que depois da escola não terão nenhuma serventia para sua vida.

Crash – No Limite é sobre isso: distância entre os seres humanos e sobre a necessidade de alguém. Nós somos preconceituosos, invejosos, vingativos, mentirosos, protetores, tudo… mas a reliadade é que sempre precisaremos de alguém ao nosso lado. E não venha querer me convencer que não. Essa é a camada do filme que poucos enxergam, e que fica bem evidente na cena em que Sandra Bullock abraça sua empregada em um momento de necessidade e diz “you’re the best friend I’ve got”. Às vezes nem nos damos conta, mas a distância é insignificante quando precisamos de alguém. Uma simples palavra de consolo de alguém distante serve muito mais que um falso abraço de alguém que você vê todo o dia. Até em certas vezes, a distância não se refere ao espaço. A humanidade, principalmente a jovem, perdeu a capacidade de confessar seus sentimentos e pedir ajuda a alguém. É exatamente isso que cria a distância entre as pessoas, até mesmo com sua própria família. Fica o conselho: pare de recorrer ao outros quando você chega ao extremo de sua necessidade. Fale o que você pensa e sente para a pessoa que você confia sempre que você sentir que deve. Certamente ela irá lhe ajudar e você entenderá melhor a essência da alma humana.

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the science of sleep

Setembro 16, 2007

Antes a tarde era a parte do dia mais chata do meu cotidiano. Agora é a noite. O ato de dormir tem sido a atividade mais incômoda pra mim nessas últimas semanas e estranhamente, o sono não existe mais para mim; nem de noite e nem de manhã. O sono só vem com o tédio das aulas. Ultimamente tenho ido dormir muito tarde, muito tarde mesmo. No tempo em que eu deveria estar dormindo, tenho conversas existenciais, planejo abrir um negócio nos Estados Unidos com uma pessoa que eu nem conheço pessoalmente, rascunho alguns posts que nunca são publicados, falo besteiras, escuto 500 vezes a mesma música, acesso 1000 vezes o mesmo site e o sono não vem nunca. Quando finalmente consigo ter vontade de dormir, é só eu colocar a cabeça no travesseiro que já perco a vontade. E fico mais alguns minutos pensando idiotices. Se não bastasse todo o sacríficio para dormir, agora sou atormentado por sonhos extremamente bizarros. Sonhos com pessoas que não vejo faz mais de 3 anos, com catástrofes e com coisas que eu nunca faria na vida real. Todo o santo dia acordo me lembrando desses sonhos. Acho que vou seguir o conselho da minha professora de literatura e anotá-los, para ver se fazem sentido algum dia, ou simplesmente escrever uma história (como recomendam alguns roteiristas brasileiros). Pra completar todo o sofrimento, tenho feito contorcionismo pra dormir e quando o despertador toca, meus ombros estão doendo. Enfim, essa é a atividade mais incômoda que pratico atualmente.

De uns tempos pra cá, noto o afastamento de algumas pessoas, algo que me deixa triste. Porém, a aproximação de outras me deixa muito, mas muito contente. Um novo ciclo está começando na minha vida. That’s what I hope. A  listinha que eu fiz no post The List fez relativo sucesso. Pretendo refazê-la em breve, fazendo perfis diferentes pra cada pessoa e adicionando algumas que faltaram. Foi bem divertido ver as pessoas tentando adivinhar, principalmente quando erravam. Jogo divertido esse, não?

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everyday above ground is a good one.

Setembro 12, 2007

A família Fisher continua devastada, em diferentes expoentes. Depois de seu acidente de carro, Claire faz as pazes com Ted e começa a planejar sua nova vida, longe da funerária e da cidade. Porém, quando a sorte bate em sua porta, ela se dá conta que ‘partir’ não é tão simples assim, já que agora sua mãe está completamente sozinha e em profunda depressão. Em um diálogo emocionado, mãe e filha decidem o que é melhor e entendem que a vida é muito curta para nos submetermos a vontade dos outros. Lauren Ambrose alcança o seu melhor desempenho nesse episódio, tornando Claire uma personagem muito humana, racional e especial.”

“Ruth não superou a perda do filho, as desavenças com a Nora e a briga pela tutela de Maya. Depois de ter cuidado da filha de Nate enquanto Brenda estava no hospital junto com Willa, Margareth leva Maya embora, deixando Ruth sozinha e emocionalmente devastada. Desejando constantemente a morte, a companhia de David e Claire já não lhe interessam e o amor de George não significa nada. Dias e dias passam e a matriarca fica cada vez pior. Quando finalmente se recupera, tem que lidar com a partida da filha, porém, aceitou isso normalmente, ciente de que a filha não pode cometer os mesmos erros que ela cometeu. Logo, a amizade de Betina e Sarah é essencial para sua vida, assim como a companhia de George.”

“Brenda não encontrou um refúgio para a sua dor. O marido está morto, ela não tem uma boa relação com a sogra e a mãe é uma dissimulada. Diante disso, sua única companhia foi Billy, em quem depositou todas as suas sensações. Aterrorizada com o nascimento prematuro de Willa e com Nate a assombrando constantemente, ela aprendeu a dar mais valor para a família Fisher. Sendo responsável pela continuidade da família, Brenda finalmente se estabiliza, alcançando seu momento mais constante.”

Depois de sofrerem para pôr ordem na casa com Durell e Anthony, David e Keith não estão muito bem. David, totalmente afetado pela morte do irmão, já não consegue discernir mais nada, até que vai passar uns tempos na casa da mãe, abandonando os filhos adotivos. Pouco se interessando com os negócios, coloca a funerária à venda e começa a ver seu futuro mais claramente. Mas se arrepende, e acaba assistindo a partida de Rico, que vai fundar seu próprio negócio. Ainda que se recuperando mais rápido que a mãe, sofreu muito e a paz de espírito lhe foi merecida.”

“Hora da despedida. Todos se reúnem pela última vez na mesa da Fisher & Filhos para brindar a independência de Claire, que partirá para Chicago no dia seguinte. Em um momento muito tocante, todos se lembram dos melhores momentos que passaram juntos, especialmente aqueles em que Nate estava presente. Ignorando a partida da caçula, Fisher & Cia brindam a vida, a felicidade, as memórias e a certeza de um futuro cada vez melhor.”

“No dia seguinte, após o jantar, Claire é despertada por Nate, que lhe avisa da hora da partida. Na porta, Claire encontra Ruth e David. Nesse momento, ela nota o quão importantes essas duas pessoas foram para sua vida e a tremenda falta que eles lhe vão fazer. Agradecento tudo (inclusive a vida), Claire tira uma fotografia da família, sabendo que esse momento nunca será esquecido. Quando entra em seu carro, coloca o CD que Ted lhe deu e observa Nate correndo pelo retrovisor. Agora não há mais volta, tudo ficou para trás.”

“Na medida em que a velocidade do carro aumenta, somos apresentados ao que aconteceu com esses inesquecíveis personagens ao longo da vida. Ao som de Breathe Me, acompanhamos a trajetória (principalmente a final) de cada um deles ao longo dos 80 anos seguintes.”

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Cedo ou tarde suas roupas ficam gastas e você se livra delas. As fotos que você tirou anos atrás se perdem por trás de guarda-roupas e caixas velhas. Aquele cd que você costumava idolatrar perde a graça. Aquela pessoa que que você pensava ser seu melhor amigo se torna um simples conhecido em menos de um ano. O amor secreto que você sentia por alguém e jurava ser eterno desaparece sem que você perceba. Depois dos 20 seu ciclo de amizades não é tão extenso como costumava ser quando você era jovem. E, eventualmente, um dia você morre.

É assustador pensar em não fazer mais parte do mundo dos vivos, e pior ainda não saber para onde se vai e se existe uma vida após a morte. Imaginar que as pessoas que você ama vão seguir com suas vidas e vão lembrar de você cada vez menos com o passar dos anos é suficiente para fazer você algumas vezes chorar. Se é que irão se lembrar… como se perguntaria Warren Schmidt: “Que tipo de diferença eu fiz para ser lembrado?”. Acho que a morte é isso no final das contas, o medo de ser esquecido, o medo de deixar para trás tudo aquilo que um dia foi a parte mais importante e querida de toda a nossa existência.

Essa afirmação pode até soar meio clichê. Mas analisando tudo isso, chego a conclusão o importante é viver, fazer alguma diferença, amar, rir, aproveitar. E é exatamente isso que o último episódio de Six Feet Under quis dizer, mesmo que entre as linhas. Você pode até não notar, mas toda a série se resumiu a isso. Não sobre as temporais frases banais de morte, mas a algo muito mais profundo. Ainda preciso dizer porque é o melhor seriado já exibido pela tv?

Everything. Everyone. Everywhere. Ends. Think about it.

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A quinta temporada nas premiações:

- Indicada ao Grammy de Melhor Trilha Sonora.

- Indicada ao Grammy de Melhor Música Feita Para Seriado Ou Filme (Cold Wind, de The Arcade Fire)

- Indicada ao Emmy de Melhor Atriz em Série Dramática (Frances Conroy)

- Indicada ao Emmy de Melhor Ator em Série Dramática (Peter Krause)

- Indicada ao Emmy de Melhor Roteiro em Série (Alan Ball, por Todos à Espera)

- Indicada ao Emmy de Melhor Direção em Série (Alan Ball, por Todos à Espera)

- Vencedora do Emmy de Melhor Atriz Convidada em Série Dramática (Patricia Clarkson, por Prece Aos Anjos)

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A Sete Palmos – Quinta Temporada, episódio 12 – Todos à Espera. [Six Feet Under - Fifth Season, episode 12 - Everyone's Waiting]. Escrito e dirigido por Alan Ball, com Frances Conroy, Lauren Ambrose, Michael C. Hall, Rachel Griffiths, Peter Krause, Freddy Roriguez. EUA, 2005, Drama, 76 minutos, 14 anos.