Arquivo de Janeiro, 2008

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relationships are complicated.

Janeiro 31, 2008

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“There is a light in you, I have fallen into. And if love is a war, I won’t have it anymore. Put all your weapons away. Stop. Listen. Feel. Believe…”

Todo ano é o mesmo ritual. Momentos antes de ir pra praia sempre tem algum problema catastrófico que coloca a viagem em risco. Ano passado, um dia antes, havia estourado a fossa da casa e uma reforma urgente foi necessária. Esse ano nenhuma fossa acabou explodindo, mas um relacionamento se despedaçou e uma separação aconteceu. Agora é o momento onde todos jogam merda no ventilador e sobra pra todo mundo. Todos os que fizeram fofoca naquela bendita casa (sim, lá é uma fofoca sem fim) seram atingidos seriamente. Ainda bem que eu não abri minha boca em nenhum momento. E, por negar a dar minha opinião, recebi um “vai te foder” em troca. Como se não bastasse, era um nojento dia de chuva. Mas sabe que eu até aprendi a gostar de chuva? Tem uma quote de Desperate Housewives que diz: “Toda chuva traz esperança. E, com ela, tudo se dissolverá e se tornará limpo. Como as dúvidas da inocência ou as conseqüências dos erros. Como as cicatrizes da traição ou a memória de um beijo. Então, no final das contas, esperamos a chuva passar, esperando pelo melhor. Mesmo que saibamos, no fundo dos nossos corações, que algumas coisas são impossíveis de ser levadas“. Algumas coisas são impossíveis de ser levadas mesmo, inclusive os fantasmas do passado. Mas, principalmente, os sentimentos. Esquecer pessoas não é fácil, principalmente quando relationships are complicated e quando certas pessoas renascem das cinzas e voltam a aparecer pra mim de forma um tanto quanto questionável. Mas eu nem ando mais me importando com isso. Ando mais do que satisfeito com minhas relações. Porque, no final das contas, there is always a light.

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away from what?

Janeiro 28, 2008

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It’s never late to become what you might have been.

Todo ano é la même histoire: fevereiro começa a se aproximar e eu a me apavorar. Ao contrário de todo mundo, é claro. Fico irritado com essa época infame chamada “Carnaval”, que consegue superar o Natal como época mais chata do ano. Todo mundo ouvindo samba, dançando que nem uns idiotas, bebendo cerveja, rindo na beira da praia, assistindo o desfile das escolas de samba… Enfim, toda a população vivendo aquele “jeitinho brasileiro” que só quem vive aqui nesse triste país conhece. Enquanto isso, o Matheus aqui está fechado no quarto, com os fones no ouvido. Confinar-se na última praia do Rio Grande do Sul durante um mês sem nenhuma companhia é a tarefa mais árdua do ano para mim. Sem cinema, sem internet, sem qualquer tipo de contato. Apesar de a temporada desse ano ser mais curta (vinte dias ao invés de trinta), ainda assim estou insatisfeito. Estarei far far away por um bom tempo. Mas, away from what?

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with my own eyes.

Janeiro 23, 2008
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“Gonna get back to basics. But why would I come home to this faithless town?”

Finalmente de volta para a civilização! Acho que aquele tempo que passei no meio do mato me modificou um pouco. Fiquei mais “Briony Tallis”, analisando os fatos with my own eyes e concluindo a verdade com meus próprios julgamentos. Aprendi a enxergar melhor as pessoas: suas intenções, seus pensamentos, suas verdades, seus preconceitos, seus pré-conceitos e suas mentiras. De uma certa forma, parece que ampliei minha visão do mundo, dos seres humanos. Volto para Porto Alegre querendo fazer tudo with my own eyes, mas como sempre existem impedimentos. O complexo de Brenda Chenowith some e entra o complexo de Briony Tallis. Não que eu seja mentiroso e perverso como a garotinha Briony, mas vejo nela muito de mim (abro parenteses para parabenizar Saoirse Ronan por sua merecida indiação ao Oscar). Tenho um pouco mais de uma semana para ver todo o povo que gostaria de encontrar antes de me socar na praia e ficar um mês por lá. Tempo para todos tentarei arranjar, mesmo que não queiram que eu viva with my own eyes. Como diria Sarah O’Connor: ”It’s all hard, we just make different choices”. É, não é fácil. E sabem do que estou falando. Mas que fique claro que, como uma boa Edith Piaf, je ne regrette rien.

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trust, lust, must and forbiden pleasure.

Janeiro 20, 2008

Eu nem sabia o que eu devia sentir quando eu visse o listão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A princípio, eu ia rir por não ter passado, afinal, eu não tenho capacidade de entrar em um curso (no meu caso, jornalismo) onde dezoito candidatos disputam apenas uma única vaga. Sem falar, é claro, das cotas que “roubam” dezesseis vagas do curso. Sim, eu sou totalmente contra essas porcarias de cotas. Mas eu não vou ampliar essa discussão porque vou acabar radicalizando e muita gente, como sempre, vai me achar exagerado demais. Enfim, eu não passei na UFRGS, exatamente como eu sempre vi. O que farei, esse ano, da minha vida? Sinceramente, eu não sei. And you know what? I don’t even care! No entanto, é minha obrigação parabenizar todos aqueles meus amigos que conseguiram o feito de passar, e eles sabem quem são. De alguns eu senti orgulho, de outros nem tanto. Praqueles que não passaram, juntem-se ao clube! O que me irrita não é ter sido reprovado, mas todo aquele papinho auto-ajuda tentando me consolar. “Ah, ano que vem tem de novo”, “Vestibular é coisa injusta, tu és cheio de talento e não passou. Absurdo!”, “Tu és muito bom, não te abala porque apenas não passou”, “Tu és novo, tem muito tempo pela frente ainda”. Como diria um certo texto que eu conheço: Fuck it. Fuck it. Fuck it. Eu sou inconsolável, não adianta. Não, eu não queria a UFRGS, eu queria a PUCRS (por questões meramente profissionais), mas não passei nessa também.

Eu não me importo mais com que as pessoas pensam de mim, se elas acham que eu sou melodramático, depressivo, exagerado ou que eu sou fingido. Então, se alguém achar esse meu texto idiota, fuck off! Como diria John Travolta, If you don’t like the way I look, well, I just don’t give a damn! Como um bom cinéfilo maluco, escrevo esse post ouvindo uma trilha sonora, e a dessa vez é a trilha-suspense de Notas Sobre Um Escândalo. Mais especificamente a música Betrayal, que está influenciando bastante meus comentários, já que eu costumo “incorporar” os personagens quando escuto as trilhas de seus filmes. Com isso, a alma de Barbara Covett baixou em mim e me influenciou a fazer algumas “notas” também em um arquivo hiper-secreto do meu computador. É, lá está todo o “Matheus”. Da forma mais crua e cruel possível. No dia que eu morrer, alguém publique por favor, hahaha. Porque, enquanto eu estiver vivo, ninguém vai ler. Se o setor educacional da minha vida não funciona bem, ao menos outros estão me dando cada vez mais felicidade. A Bucket List funcionou perfeitamente e eu gostaria de agradecer essas pessoas que gentilmente responderam de forma tão contundente os meus e-mails. Desgostos a parte, minha auto-estima anda bem obrigado. Ainda que eu continue instatisfeito como sempre.

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pessoas, palavras, efeitos.

Janeiro 14, 2008

Matheus diz:

Eu durmo com ela dez vem em quando.

Matheus diz:

mas eu só durmo por puro interesse.

Matheus diz:

cruzes, eu pareço um puto, um garoto de programa.

Matheus diz:

até me imaginei nessa vida, agora hahahaha.

bru diz:

ai matheus, que sarro

bru diz:

hahahahaha

A Bruna é apenas uma das tantas pessoas que eu vou sentir falta de conversar nesses próximos 10 dias, onde vou me socar na natureza selvagem e ficar isolado durante 10 longos dias. Até existe internet nesse lugar que eu vou, mas é em um computador Windows 98, completamente lento e ainda por cima com internet discada que deve ser usada depois da meia-noite para pagar mais barato. Enfim, a questão não é se eu vou me tornar um Emile Hirsch da vida como no filme e me perder no meio do mato (lugar terrível pra mim, já que tenho pavor de bichos voadores, pois qualquer picada de qualquer ser não-humano já me deixa todo vermelho por causa de minha alergia a eles), mas quais são as pessoas que, durante, a viagem eu vou estar pensando. A Bruna é um delas, hahaha! Que atura todas as minhas insatifações com as pessoas (nós descobrimos tudo, né Bruna?), meus papos de cinema e tantas outras bobagens que digo madrugada a dentro. Depois vem o Pedro, que eu nem falo tão constantemente assim como com os outros, mas que cada vez que trocamos idéias, é o suficiente para suprir toda falta dos nossos papos. Tem a Jane também, guria muito divertida que, nos últimos tempos, se mostrou alguém deveras especial com algumas mensagens memoráveis. Claro que não poderia deixar de mencionar o Mark, a pessoa quem mais me atura nos últimos tempos. É tanta coisa, tanta bobagem, tantos assuntos sigilosos (”então usa a vassoura”, hahaha! não podia de deixar de mencionar isso) até altas horas da madrugada, que nem vale a pena mencionar aqui pra não causar medo. Vocês vão me fazer uma puta falta nesses próximos dias, mas estarão na minha mente. No entanto, vou fazer um esforço sobre-humano para poder conversar um pouco com vocês, todos os dias depois da meia-noite. Se vocês quiserem é claro. Hahaha. Esse blog aqui vai tirar umas férias, porque de jeito nenhum vou conseguir publicar algo na natureza selvagem, e voltará com a segunda chamada da Bucket List (não posso deixar de mencionar o quão feliz fiquei com o resultado das três primeiras pessoas, que se mostraram impecáveis em suas respostas) e da Death List Five (outro êxito muito útil). Então, qualquer coisa, esse ser aqui ainda possue celular, e-mail e orkut, caso queiram falar comigo. Afinal, mesmo no meio do mato, eu ainda consigo dar um jeito de usar a internet.

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Pipoca Moderna.

Janeiro 14, 2008

Uma cena que até agora não consegui esquecer, do filme Desejo e Reparação. Contem spoilers.

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Primeira Chamada

Janeiro 13, 2008

THE BUCKET LIST

A “The Bucket List” consiste em uma lista com coisas pendentes da vida, com tudo aquilo que desejamos fazer e ainda não fizemos. Essa minha lista abaixo é uma variação da Bucket List original. A minha consiste em um pequeno e-mail que conterá comentários meus sobre a respectiva pessoa que o receberá. Mas não se apavorem, não pretendo esculachar ninguém, só dizer algumas coisinhas…

Os selecionados para a primeira chamada da minha The Bucket List são:

  • Sr. Pedro Kapranos.
  • Sr. Mark McNamara.
  • Sra. Jane Cooper.

Aqui estão as regras para o recebimento:

  1. O selecionado deve deixar expressamente, em um comentário aqui nesse blog, que está ciente que foi selecionado para receber o meu e-mail.
  2. O selecionado, normalmente, deve aceitar esses meus comentários. Mas, se por algum motivo, ele não quiser receber porcaria nenhuma de lista, como se pouco importasse a minha opinião, deve deixar expresso o declínio da proposta.
  3. O selecionado pode comentar o e-mail comigo, através de uma resposta do mesmo pelo próprio e-mail. Não se acanhem em falar o que acharam. É proibido qualquer comentário sobre o e-mail em MSN, pessoalmente, por telefone ou qualquer outro meio que não seja a resposta do e-mail por esse mesmo meio.
  4. O selecionado é obrigado a confirmar o recebimento do e-mail, nem que responda apenas com um áspero “chegou”. Normalmente eu esperaria uma réplica do meu e-mail, mas o selecionado é que faz a escolha. Caso eu não receba um aviso de que a pessoa recebeu meu e-mail (e eu SEI quando a pessoa leu), ela cai no meu conceito.
  5. Guarde meus comentários para você mesmo. A cópia e publicação não-autorizada de meu e-mail implicará no meu eterno ódio pela pessoa, que demonstrará ser totalmente anti-ética e demente.
  6. Caso qualquer uma dessas regras seja desrespeitada intecionalmente (e eu SEI quando isso acontece) o selecionado pode participar da segunda chamada da “DEATH LIST FIVE”.
  7. A produção do e-mail começará a ser feita assim que o selecionado autorizar o recebimento do mesmo. A ordem é de acordo com o recebimento da confirmação.
  8. Minha intenção não é reclamar das pessoas ou despertar ódio nelas, mas sim deixar tudo bem claro. O número de pessoas que receberá reclamações é quase nulo. Quem não receber reclamações pesadas, parabéns! Te adoro!

DEATH LIST FIVE

Esse segundo tipo de lista consiste em eliminar cinco pessoas da minha vida a cada chamada. A maioria são inúteis que tenho no MSN e que não acrescentam abosulutamente nada na minha vida. Ou simplesmente aquelas que, não sei porque diabos, estão no meu MSN.

Os selecionados para a primeira chamada da minha Death Five List são (com seus respectivos nicks de MSN):

  • Mara – eh,eh
  • Thaynan
  • Moa Califórnia Skateboard
  • Carlos Henrique – Inter: O Único do Rio Grande do Sul e o Melhor do Brasil
  • ‘lelê – Pensei que nunca ia dizer isso, mas: FÉRIAS

regras:

  1. Nenhuma. O selecionado será sumariamente excluído e bloqueado do MSN sem direito de réplica ou resposta.