Arquivo de Março, 2008

h1

The List – 2008

Março 27, 2008

“It’s just the distance between life as you dream it… And life as it is.”

Se existe alguém que merece receber uma medalha de ouro por ter me conquistado completamente desde o ano passado, esse alguém é você. Okay, sempre soube que nós dividiríamos intimidades, pensamentos comuns e ideologias, mas nunca pensei que isso fosse acontecer com tanta rapidez e naturalidade. O único porém de tudo isso é que não nos vemos com tanta freqüência. E a minha certeza de que só não vamos adiante por causa disso é imensa.

“She is in the posession of the golden compass. She must be found.”

É impressionante como todas as minhas expectativas em relação a você foram confirmadas. Principalmente os defeitos que eu esperava encontrar. O tempo que convivemos foi suficiente para você me demonstrar sua superficialidade, mas também sua identidade única. As nossas constantes desavenças “silenciosas” não impediram o nosso relacionamento complicado de ir adiante. No final das contas, nossa amizade permaneceu constante e sem maiores acontecimentos nos últimos tempos.

”Hey old friend, let’s look back on the crazy clothes we wore. Ain’t it fun to look back and to see what it has all been done before?”

Esse perfil é o mais “blá blá blá whiskas sachê” de todos. Não no mal sentido, muito pelo contrário. O tempo passa e a mesma descrição permanece, independente de qualquer coisa. Essa é a pessoa que eu mais conheço e com quem eu tenho mais história dentro de todas listadas aqui. Vai permanecer forever and ever comigo e tenho certeza aboluta que por nenhuma razão iremos ter grandes desavenças, até porque ficarmos muito tempo sem nos falarmos não é algo completamente absurdo e inimaginável. É hors-concours e that’s all.

“You’ve changed things. Forever. There’s no going back. You see, to them, you’re just a freak… Like me!”

Você recebe meu Oscar honorário honorário desse ano, pelo conjunto da obra que realizou desde que nos conhecemos. Está na listinha de quem mais me abala e me faz pensar, o que é um grande feito, pois raramente alguém o faz. Talvez eu nunca ache alguém tão parecido comigo em praticamente todos os aspectos e ter você no meu círculo de relacionamentos me traz um grande conforto. Mais uma grande pessoa que estará andando de bengala comigo na terceira idade, sem dúvida alguma. Só não podemos deixar que nossas semelhanças nos atrapalhem. Porque como diria a Ruth Fisher: “Ser igual, às vezes, pode ser o maior dos obstáculos.”

“Por onde você for eu sigo, no meu pensamento, sempre onde estiver…”

Ah, eu me divirto tanto contigo! Eu te adoro tanto que até esqueço a tua estupidez, teu descaso e até mesmo tua falsidade. Okay, essas pequenas coisinhas me incomodam horrores (sem falar de seu espírito de liderança excessivo e sua vontade de aparecer), mas os pontos positivos anulam completamente esses defeitos. Mesmo que talvez a gente nunca mais volte a se ver na vida, tu estarás lá no fundinho do coração, naquele tipo de relação “entre tapas e beijos”.

“Being alone is the prision, I think. Always thinking about yourself, always trapped in this vortex of always watching yourself”

Uma legítima caixinha de surpresas; e na maioria das vezes não muito agradáveis. Se existe uma pessoa com quem eu gostaria de reescrever a minha história seria com você, cada vírgula, cada ponto. No final das contas, vejo que não me faz a falta que eu imaginava que faria. Uma das poucas pessoas que em toda a minha vida realmente conseguiu me decepcionar e me apavorar com a imensa falta de noção perante os relacionamentos entre as pessoas, as coisas da vida e o respeito humano. Definitivamente, as aparências enganam e nada mais de antigamente restou como boa memória.

“Call it, friendo. You need to call it. I can’t call it for you.”

Depois de uma maratona de tempos juntos, em situações não muito favorecedoras para o nosso bom humor, nós nos unimos mais. A amizade cresceu e tudo ficou mais divertido. Ainda assim sinto que falta algo para nos ligarmos completamente, mas o que foi conquistado desde a última lista até aqui foi de grande valia. Uma pessoinha insubstituível e que me conquista cada vez mais. No entanto, você realmente confia em mim?

“So, you don’t read Runway? And before that you’ve never heard of me? And you have no style, or sense of fashion…”

Uns pontinhos negativos aqui, outros ali. Um lado seu que eu não conhecia, outro ali. Mas foram coisinhas tão pequenas e repentinas que eu dexei passar despercebido em uma primeira análise. No entanto, depois de um certo tempo e de comentários de outras pessoas fui conhecendo um pouco mais desse seu lado ‘’sombrio” que eu não conhecia. Incrível que quando eu estou com você nem me lembro dessas coisas – uma vez que sempre acabo dando altas risadas e me entretendo com a sua presença.

“And I’m wondering what you’re dreaming, wondering if it’s me you’re seeing.”

Olha, só faltou eu fazer uma macumba para você fracassar na vida. Mas não precisou, aconteceu sem qualquer tipo de interferência espiritual da minha parte. Além de ter perdido algo que eu ganhei e que você estava convicto de que ia ter (hahaha, sim, eu sou malado) um fracasso profissional ainda veio de bônus no pacote. Tá, eu até tenho certa tolerância e gosto de você, mas sua debilidade em certos assuntos me irrita completamente.

“We got married on a fever, hotter than pepper sprout.”

Wow! Desde a última lista só perdemos contato e nos falamos cada vez menos. Nas raras oportunidades que entramos em contato, continuamos com aquela velha conexão que sempre tivemos – mas hoje ela já não é mais forte, e sim esquecível. Talvez, forever. Se isso vai se recuperar, não sei… O que me serve de consolação é saber que um dia demos altíssimas risadas e que nos divertimos horrores.

”Yes, I’ve been brokenhearted, blue since the day we parted… Why, why, did I ever let you go?”

O contato virtual aumentou e em certas vezes nem parece que somos apenas pixels um pro outro. Nossas conversas são bastante divertidas e cheias de conteúdo, conseguindo até mesmo alegrar meus dias sombrios. É aquele tipo de pessoa que, mesmo lá no outro lado do país, sempre está disposta a ajudar em qualquer coisa. É completamente recíproco, saiba disso.

PS: Algumas pessoas ficaram faltando, mas estarão presente no ”Director’s Cut”, que se realizará no futuro. Aqui estão listadas as principais e mais contundentes no atual momento.

h1

truth is more shocking than fiction.

Março 24, 2008

davinci5.jpg

Não é sempre fácil distinguir o mocinho do bandido. Pecadores podem te surpreender. E o mesmo é verdadeiro para os santos. Por que tentamos definir as pessoas simplesmente como boas ou más? Porque ninguém quer admitir que compaixão e crueldade podem andar lado a lado em um só coração. E que qualquer um é capaz de qualquer coisa. Dor. Algumas dores são insuperáveis. Ciúmes. O ciúmes nos faz cometer loucuras. Tudo isso poderia ser ficção, mas as pessoas são mesmo malucas. A realidade é mais chocante que a ficção.”

Alguma coisa mudou nessa segunda-feira. O Matheus passou o dia inteiro calado, reticente… Sem reclamar de nada. Caminhou algumas léguas a pé, assistiu a aula pacientemente, reencontrou fantasmas do passado em pleno cursinho (e óbviamente fugiu antes que fosse notado), solucionou alguns problemas definitivamente e parece ter se encaixado na velha rotina de sempre. Ficar satisfeito com a rotina é um privilégio de poucos, como diria Dexter Morgan, e muitas vezes é apenas o maior desejo do autor desse blog… Não ser tão exigente, não esperar tanto das pessoas… agir com o pensamento “bom-pastoriano” de que “o amigo de hoje é a decepção de amanhã”. Confiar menos. Keep my feelings to myself. É preciso coragem para enxergar o real ao invés de se iludir com o conveniente. Porque we’re bound by the secrets we share. Não foi apenas o clima gélido, as neblinas, as nuvens escuras e a sensação de inverno que tomou conta de mim nessa segunda-feira. Alguma coisa mudou. Claro que mudou. Óbvio que mudou. Mas existem coisas que mudaram além do básico. Coisas do inconsciente. Coisas que mudam completamente o meu modo de enxergar as pessoas. Há uma força que flui, que não é familiar nem erótica. Há um entendimento. Um entendimento que é amplo demais para a linguagem…

h1

what doesn’t kill me, just makes me stranger.

Março 20, 2008

coat.jpg

“Estamos todos procurando por alguém. Essa pessoa especial que nos proverá aquilo que falta em nossas vidas. Alguém que possa oferecer companhia… ou assistência… ou segurança… E às vezes, se procurarmos bastante, podemos achar alguém que nos providencie todas essas três coisas. Sim, nós todos estamos a procura de alguém. E se não conseguirmos encontrar esse alguém, apenas podemos rezar para que ele nos ache…”

Os dois últimos dias se equivaleram a um mês. Fazia tempo que eu não me cansava tanto em tão pouco tempo. Não apenas no sentido emocional, mas no físico também (é, eu estou fora de forma). Essa volta as aulas me cansou de uma forma inexplicável. Retornar ao maldito centro, com aquele calor desgraçado (óbvio que tinha que ficar mais quente ainda quando o Matheus tem que ir para lá) e com aquelas ruas fedendo a peixe me modificaram. Parece que eu passei por uma máquina e virei outra pessoa. Alguém muito pior, eu arrisco dizer. A quarta-feira seguiu com intermináveis dores de cabeça até que tudo culminou numa terrível tontura que me levou ao chão. De tão estranho que eu estava, até um banho gelado eu tomei – algo que nunca faço. Acho que a minha pressão tinha ficado baixa.

As aulas até que não têm sido um fator muito efetivo nesse meu mal estar – se as pessoas de lá são dementes como parecem ser eu não sei, mas ao menos têm decência suficiente para ficarem de bico calado a manhã inteira. Existem até dois ou três adultos na aula. Procurarei ficar mais próximo a eles. Afinal, como muitos dizem, a minha mente é muitíssimo avançada para os meus meros dezesseis anos. Recentemente comecei a produzir aquela minha listinha onde falo das pessoas sem citar nomes. Quando comecei a escrever alguns perfis, comecei a notar que peguei pesado demais com algumas pessoas e logo logo terei que fazer cortes em certos trechos. É isso, there’s no going back, parece que as trevas de julho do ano passado vão voltar a passar pelo meu teto. Mas, afinal das contas, se existe algo de “bom” nisso é que what doesn’t kill me, just makes me stranger.

h1

100 coisas para se fazer em 2008.

Março 17, 2008

100.jpg

“Nós todos temos nossas razões para reescrever a nossa história. Às vezes, precisamos providenciar álibis para a gente… Às vezes, nós queremos machucar quem nos machucou… e então tem as vezes que nós apenas queremos nos poupar de constrangimentos… Claro, há alguns que sentem que reescrever a história é apenas uma outra maneira de mentir… Mas o que é a história, afinal, além de um tanto de mentiras onde todos concordam?”

1 – Calar a boca dos outros ao invés de eles calarem a minha.

2 – Fugir dos padrões puritanos.

3 – Passar na faculdade, custe o que custar.

4 – Parar de roer unhas.

5 – Fazer meu dinheiro render mais.

6 – Mudar meu visual.

7 – Usar o meu conhecimento de cinema para alguma coisa séria.

8 – Não fazer mais amizades com professores.

9 – Desafiar mais algumas pessoas.

10 – Arranjar um emprego.

11 – Expressar mais o que eu sinto, antes que eu acabe me fodendo no final.

12 – Continuar humilhando e reclamando desse país de bosta na frente de toda minha família para que eles se dêem conta de que eu preciso é ir para os Estados Unidos fazer qualquer porcaria de intercâmbio.

13 – Dizer não/sim diretamente quando necessário, antes que eu acabe me fodendo no final.

14 – Recuperar amizades perdidas que sempre foram de grande valia afetiva para mim.

15 – Perder a vergonha de fazer certas coisas.

16 – Mais atração física e menos amor.

17 – Convencer minha mãe a assinar todos os canais da TV a cabo pra que eu não precise mais fazer download de séries.

18 – Me importar menos com que os outros pensam de mim.

19 - Parar de transmitir uma imagem de nerd antipático e anti-social que odeia tudo e todos.

20 – Dar uma chance maior pra quem demonstra algum tipo de interesse por mim.

21 – Expandir minha coleção de dvds.

22 – Esvaziar as minhas gavetas, porque não cabe mais nada dentro delas.

23 – Ler mais livros.

24 – Me livrar do vício da internet.

25 – Arranjar muito mais tempo para estar com pessoas que realmente desejam a minha presença.

26 – Comprar um gato e esquecer do meu cachorro.

27 – Fazer uma viagem sem os meus pais e só com pessoas que eu gosto.

28 - Ser menos crítico com filmes.

29 – Conhecer pessoas novas, independente de qualquer detalhe delas.

30 – Ousar mais. Em qualquer aspecto.

31 – Fazer questão de alertar as pessoas sobre como elas são ridículas.

32 – Provocar mais quem merece ser provocado.

33 – Me embebedar mais para chegar em extremos.

34 – Deixar que pessoas me toquem sem que eu tenha reações alérgicas a isso.

35 – Aceitar mais propostas, nem que elas sejam indecentes.

36 – Transformar meu irmão em uma pessoa decente.

37 – Abusar mais do poder de meus contatos.

38 – Trocar de computador.

39 – Concluir o livro semi-auto-biográfico que eu iniciei.

40 – Dizer mais desaforos.

41 – Ir mais ao cinema.

42 – Ser um pouco mais dedicado aos estudos.

43 – Não desviar das pessoas ao caminhar no centro (porque elas nunca desviam de mim).

44 – Não ser tão perfeccionista.

45 – Não ser tão exigente.

46 – “Bate e volta”

47 – Ir em mais reuniões de condomínio (elas são incrivelmente divertidas)

48 – Ouvir mais música alta dentro de casa quando todo mundo sair.

49 – Reduzir o número de amigos no Orkut (digamos que 70% é só gente inútil)

50 – Parar de usar humor inteligente, porque isso só funciona com pouquíssimas pessoas.

51 – Ser mais sarcástico.

52 – Usar menos quotes de filmes para me expressar, porque quase ninguém entende.

53 – Acabar com as manias “Fernanda Ferrary” nos meus cadernos, porque eu pareço um louco.

54 – Parar de pegar “10 filmes acervos por 20 reais e ficar 25 dias” e locar filmes mais novos que até hoje eu não assisti.

55 – Tirar inúmeras fotos com pessoas com quem eu quase não tenho fotografias.

56 – Filmar “A Suzi Veste Prada”, que está a mais de 1 ano em pré-produção.

57 – Filmar “Vida e Amores de Amadeu Prada”, que também está em pré-produção faz séculos.

58 – Não fazer mais palpites para o Emmy porque essa premiação se revelou uma verdadeira bosta no último ano.

59 – Parar de baixar filmes (isso está destruindo meu computador).

60 – Tapar os ouvidos quando minha mãe der chiliques.

61 – Não acompanhar mais a família em ranchos gigantescos no supermercado onde o Matheus sempre carrega um carrinho 20 vezes mais pesado e maior que ele.

62 – Lembrar de levar a câmera pro cinema pra tirar fotos com os pôsteres de filmes (até hoje não acredito que não tenho foto naquela “coisa” enorme do Sweeney Todd que estava no Bourbon Ipiranga)

63 – Começar a freqüentar teatro.

64 – Ir na primeira sessão possível de “Mamma Mia!” em Porto Alegre.

65 – Ir na primeira sessão possível de “Cegueira” em Porto Alegre.

66 – Acampar no shopping com a Silvia pra primeira sessão possível de “Sex And The City” em Porto Alegre.

67 - Me livrar do meu passado vergonhoso: livros e filmes que eu não acredito até hoje que tenho na estante.

68 – Não ser assaltado nenhuma vez. NENHUMA.

69 – Parar de debochar dos esquecimentos da minha querida vó.

70 – Ir em uma cartomante (desde que não seja a Maitê).

71 – Não tomar mais qualquer tipo de líquido em sessões de cinema.

72 – Usar mais as minhas risadas a la Diane Keaton em algumas situações.

73 – Não sair por aí espalhando que eu sei imitar a Marília Gabriela.

74 – Parar de ficar interpretando cenas de filmes em casa.

75 – Continuar odiando tudo o que eu odeio, com a mesma intensidade.

76 – Deixar de ser escravo na escola, recusando a ensinar e ajudar qualquer retardado que venha me pedir ajuda em alguma matéria (principalmente em inglês).

77 – Tirar foto com o escafandro no museu da PUCRS.

78 – Evitar usar coisas com cheiro de chocolate no meu corpo.

79 – Continuar evitando a Redenção nos fins-de-semana.

80 – Voltar a frequentar o cinema do João Pessoa, porque é o mais barato e o mais próximo da minha casa.

81 – Não emprestar mais dvd’s aos quatro ventos.

82 – Transportar o mundo virtual para a realidade.

83 – Ir mais em lugares de Porto Alegre que eu nunca vou.

84 – Comprar mais cd’s, especialmente trilhas sonoras.

85 – Não engordar nem emagrecer.

86 - Não ter qualquer tipo de disfunção alimentar (pra que depois minha mãe não fique se vangloriando dizendo sempre soube que eu tinha).

87 – Aprender a tocar algum instrumento musical, de preferência piano.

88 – Revelar todas as fotos que eu tenho no computador.

89 – Comprar um mural para eu colocar somente as minhas fotos.

90 – Me revoltar e parar de passear com o cachorro. O fardo será passado ao meu irmão, que nunca o fez.

91 – Comprar as camisetas de filmes que eu tanto quero e sempre me esqueço de comprar… Ou também falta dinheiro.

92 – Procurar alguém que queira me ajudar a fazer o cabelo do Javier Bardem, em Onde Os Fracos Não Têm Vez.

93 – Evitar festinhas-família no pátio da casa da minha vó.

94 – Afogar a primeira criança que puxar o meu calção embaixo d’água na piscina ou que tente me irritar de qualquer maneira possível.

95 – Convencer a família a assistir Silvio Santos no domingo e desistir do gordo do Faustão ou do futebol.

96 – Brigar com alguém que eu sempre tive/tenho vontade de brigar.

97 – Evitar ir no cinema do shopping Moinhos, eu me sinto idoso lá.

98 – Evitar ir no cinema do Praia de Belas, eu me sinto pobre lá.

99 – Ir mais no cinema da Casa de Cultura e do Bourbon Country, eu me sinto intelectual lá.

100 – Parabenizar quem tiver lido todas essas baboseiras e comentado comigo.

 

h1

the hours.

Março 12, 2008
perfect-circles.jpg

“Pessoas são criaturas complicadas. Por um lado, são capazes de ter grandes atos de caridade. Por outro lado, são capazes das mais desprezíveis formas de traição. É uma batalha constantemente travada dentro de nós: entre os melhores anjos de nossa natureza e as tentações de nossos demônios interiores. E as vezes, a única maneira de espantar a escuridão… é fazendo a luz de nossa compaixão brilhar.”

Acordar. Ver as horas no celular. Nenhuma chamada. Nenhuma mensagem. Levantar.  Arrumar a cama. Colocar a roupa do dia. Ligar o computador. Almoçar. Voltar para o computador. Ouvir música. Falar bobagens. Reclamar da vida. Ir para o banho. Olhar para o vácuo. Ver algum filme. Voltar para o computador. Passear com o cachorro. Ouvir um pouco mais de música. Reclamar um pouco mais mais da vida. Jantar. Dar o remédio para o irmão. Voltar para o computador. Permanecer ali até o sono chegar. Dormir. He gives me that look. To say ”your life is trivial. You are soooo trivial“. 

h1

fade together.

Março 6, 2008

fade-together.jpg

“Sim, pode acontecer de uma hora para outra: a vida como a conhecemos pode mudar em um piscar de olhos. Amizades podem decepcionar… Carreiras importantes podem ser deixadas de lado… Uma esperança há muito perdida pode ser renovada… Ainda assim, nós devemos ser gratos por qualquer mudança que a vida possa nos trazer. Porque, em breve, chegará o dia onde não haverão mais mudanças.”

Pegue toda a sua dignidade desperdiçada. Pegue todas as pequenas frustrações. Pegue todos os seus chamados “problemas”. Coloque tudo em oferta. Caminhando como um homem no exército. Lutando contra as sombras em sua mente. Vivendo sempre o mesmo ausente e antigo momento. Sabendo que você deveria estar em melhores condições. Não tenha medo de continuar. Não tenha medo de desistir. Você saberá que é melhor dizer demais do que nunca dizer o que você precisa dizer. Mesmo se as suas mãos estiverem tremendo, se sua fé estiver quebrada, se seus olhos estiverem fechados… Faça tudo com o coração aberto. Diga o que você tem de dizer.

PS: post dedicado a uma pessoa que “there’s no way I can pay you back for all what you’ve done”. E ela sabe quem é.

h1

drink up me hearties.

Março 2, 2008
drink.jpg

O mundo está cheio de amizades improváveis. Como elas começam? Quando uma pessoa está disposta a estender uma mão amiga. Quando tal bondade é oferecida, nós finalmente conseguimos ver o valor daquilo que anteriormente ignoramos. E, antes de percebermos, um laço foi formado, não importando se os outros entendem ou não. Sim, amizades improváveis começam todos os dias. Ninguém entende mais disso do que os solitários. Na verdade, é exatamente com isso que eles contam.”

A origem, o desenvolvimento e o “finalmente” não interessam. O que importa é que houve uma quarta-feira diferente. Uma quarta-feira drink up me hearties. Uma quarta-feira que fugiu completamente dos princípios de um dia de semana. A tarde pode ser interpretada de várias maneiras. Alguns podem ver dois serial killers (Anton Chigurh e Sweeney Todd) e um cirurgião plástico (Sean McNamara) embebedados. Outros podem simplesmente ver três crazy friendos se divertindo, o que é a análise mais coerente e correta. Será? Enfim, vamos nos poupar de detalhes sórdidos e vamos ao que interessa. É até engraçado o modo de como eu vou me lembrar desse encontro, porque até trilha sonora tem. Vou me lembrar de tudo ao som de Briony, do Dario Marianelli (“ai, isso daqui tá intelectual demais”)… Pessoas caindo literalmente no chão, outras vagando tontas pela casa, tons elevados de voz, alegria alheia… Enfim, something unforgettable. Nomes não serão citados, já que “esse encontro nunca existiu” hahaha. Esse post é dedicado para essas duas pessoinhas que me proporcionaram isso. Pior mesmo só os retardados dentro da máquina fotográfica tentando olhar pela lente e descobrir porque a imagem não se reproduzia ali. E eu ainda vou voltar lá um dia para bater a foto com o escafandro (e com a borboleta, óbvio) porque a minha máquina digital não tem flash, mas mesmo assim as monitoras tem medo que eu deteriore os objetos ou cegue os peixes. Só do outro lado do pêndulo…