Arquivo de Junho, 2008

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can you judge a book by its cover?

Junho 30, 2008

“I’m thinking that sometimes you just have to make the decision to be happy. Just decide. Things aren’t ever what you hoped they’d be. Not ever, for anybody. The only thing that separates one kind of person from another is there are some who stay angry about it and there are some who… accept what comes their way.”

Normalmente eu tenho épocas de insônia. Aliás, o sono sempre foi um problema pra mim - nunca durmo o suficiente, tenho dores nas costas e, eventualmente, sonhos muito bizarros. Sem falar que de tarde sempre acontece alguma coisa que me impede de dormir, parece uma conspiração; ou o gato do vizinho começa a brigar com o da minha vó, ou o cachorro da frente fica latindo sem parar, ou o telefone incessantemente… E por aí vai. Contudo, tenho ficado contente de perder meu sono durante a noite. Mas ultimamente é como se eu tivesse retornado para um certo tempo atrás. Sim, mesmo longe as pessoas podem estar perto. Basta querer. É a mistura das melhores características de duas pessoas do passado presentes em um único recipiente. And that’s perfect!

E então é assim que a vida é: mutualismo. Ou mais precisamente como diria minha adorada Clarissa Vaughan: “That’s what we do. That’s what people do. We stay alive for each other.” Cada dia descobre-se mais sobre as pessoas que estão ao nosso lado, e finalmente essas descobertas pararam de ser decepções ou promessas não cumpridas. There’s a light. O necessário é deixar o silêncio de lado e fazer o melhor. Porque ficar calado e fuxicar não leva a nada, só traz conclusões erradas. O fator primordial é a confiança. I rest, at last, beneath starry skies. All is right in the jungle. E que venha o WALL-E novamente!

Fazendo uns testes idiotas pela internet (mas que revelaram coisas surpreendentes), me assutei com a verossimilhança dos resultados. Mais com as descrições do que com os personagens. Eu sou:

Saul Walker, de “Brothers & Sisters”

As pessoas o consideram uma pessoa adorável, mas você tem vários segredos escondidos. Assim que você tentar criar uma família, terá problemas em achar a pessoa com quem você realmente quer passar a sua vida. Você está sempre disposto a ouvir e ajudar quem precisa de conselhos, mas é cheio de problemas sentimentais que não quer dividir com ninguém.”

Julia McNamara, de “Nip/Tuck”

Apesar de você gostar de uma relação estável e confortável, você não consegue parar de pensar em um relacionamento do passado que você gostaria que tivesse dado certo. Você coloca muitos de seus sonhos na espera, com a intenção de sempre querer agradar os outros – mas é exatamente isso que o impede de alcançar êxito na sua vida.”

Miranda Hobbes, de “Sex And The City”

Você se sente mais confortável na sala do que no quarto, importando-se mais com o coração do que com prazeres carnais. Sua vida profissional atrapalha demais sua vida pessoal, o que faz com que você fique distante de seus relacionamentos. Mesmo assim, você é muito querido pelas pessoas, que sempre desejam sua companhia.”

Bree Van de Kamp, de “Desperate Housewives”

“Você é religiosamente perfeccionista, trabalhando muito duro para que tudo em sua vida pareça uma maravilha. Somente os realmente próximos sabem da bagunça de sua cabeça e de seus dramas. Mesmo com inúmeros conselhos, você sempre prefere seguir suas próprias escolhas.”

Ned, de “Pushing Daisies”

“Devido ao modo que você foi criado, você tem vários questionamentos íntimos e raramente deixa-se aproximar das pessoas. Mesmo que você ame viver apenas no seu mundinho, sempre existe alguém em seu coração com quem você dividiria sua vida. Apesar de suas fobias, você é alguém raro e diferente, sabendo conquistar ainda mais aqueles que você já conquistou.”

Henry, de “Ugly Betty”

A maioria pensa que você é o chato nerd, mas você tem uma personalidade única. Você pode até não sair na noite à procura de moças para paquerar, mas sente-se bem com isso. Você se sente atraído por pessoas com quem você se identifica, mas o problema é que você tem que competir com pessoas mais corajosas e abertas que você.”

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Matt•e

Junho 28, 2008

After years doing what he was built for… he’ll discover what he was meant for.”

Mais do que uma animação. Mais do que se pode imaginar. Wall-E é sobre amor, sobre solidão, sobre esperança. E eu novamente me apaixonei por um desenho. Exatamente como aconteceu ano passado. O momento se repetiu, e a companhia também. E eu espero que esse ritual pixariano se repita através dos tempos, pois já se tornou algo marcante. Uma música do filme, para essa sexta-feira:

Down To Earth (Peter Gabriel)

Did you think that your feet had been bound
By what gravity brings to the ground?
Did you feel you were tricked
By the future you picked?
Well, come on down

All those rules don’t apply
When you’re high in the sky
So, come on down
Come on down

We’re coming down to the ground
There’s no better place to go
We’ve got snow up on the mountains
We’ve got rivers down below

We’re coming down to the ground
We hear the birds sing in the trees
And the land will be looked after
We send the seeds out in the breeze

Did you think you’d escaped from routine
By changing the script and the scene?
Despite all you made of it
You’re always afraid
Of the change

You’ve got a lot on your chest
Well, you can come as my guest
So come on down
Come on down

Like the fish in the ocean
We felt at home in the sea
We learned to live off the good land
Learned to climb up a tree
Then we got up on two legs
But we wanted to fly
When we messed up our homeland
We set sail for the sky

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resistance is futile.

Junho 25, 2008

“Do you know what I want? I want to see things clearly… But this is the first thing that’s gone when I get romantic.”

Hoje fui ao cinema com alguém que eu nunca imaginava que eu fosse ir um dia. Nunca mesmo. Não. Não foi marcante. Não foi inesquecível. Não foi especial. Não foi como eu imaginava que seria. Apenas foi algo… Algo pra eu guardar na memória no arquivo referente ao meu histórico de “primeiras vezes”, and that’s all. Fui ver Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Quem quiser saber minha opinião, que se dê ao trabalho de visitar meu blog de cinema, assim eu também ganho mais visitas no meu contador. Também dei uma olhada na “exposição mal-feita de brasileiro puxando saco de estrangeiros” no Praia de Belas, homenageando os Beatles. Se é que aquilo pode se chamar de homenagem. Algumas coisas têm levantado a minha moral, como a tarde de terça-feira. Nunca fui tão elogiado por um texto. E significa mais ainda pra mim porque isso veio da boca de alguém especial. Mas as questões relacionadas a essa boca param por aqui.

Basicamente essa semana foi uma confusão cronológica sem fim. Minha rotina foi completamente quebrada e não pude nem continuar as minhas anotação diárias a la Barbara Covett (yeah, with golden stars and someone’s hair). Além de uma terrível dor de cabeça como eu não tinha desde não sei quando, ainda caí no chão e quase morri devido a uma cãibra. E meu irmão diz que é por falta de exercício físico. Prefiro os exercícios mentais, e sempre será assim.

Como diria Fernando Pessoa: “Não. Não quero nada. Já disse que não quero nada. Não me tragam estéticas! Não me falem de moral! Não me enfileirem conquistas. Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto? Assim sou, tenham paciência! Não me peguem no braço! Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho.”

A Brenda Chenowith diz que, às vezes, as coisas simplesmente não têm sentido, que temos que parar de tentarmos entender tudo. E ela está mais do que correta. Porque cada vez que eu tento enteder algumas pessoas, só me complico mais ainda. A alternância delas está me deixando cada vez mais perdido, assim como as intensidadas. Nunca que eu imaginei que alguém ia voltar de meu passado remoto. E certamente é alguém que não me traz lembranças muito boas, mas que mesmo assim foi alguém importante, também entrando no arquivo de “primeiras vezes”. Enquanto uns vem, outros vão. All people do is come and go. E eu já estou me acostumando, por incrível que apareço. Já pouco me importo com quem vai. Os que vêm são mais importante, principalmente aqueles que me tem “como hábito”, como diria someone. A Brenda Chenowith também diz que a vida é isso – substituir pessoas. Só que alguns fazem isso mais rapidamente que os outros. E já estava na hora de eu começar.

Nessa quarta-feira fui brindado com o novo cd do Death Cab For Cutie, que eu estava esperando faz um bom tempo. Narrow Stairs não tem a mesma melancolia de Transatlanticism ou a empolgação de Plans, mas tem seu charme. Deixo abaixo, passagens de três letras de músicas do cd’s que me maracarm e dizem bastante pra mim nesse momento. Repito, letras que me marcaram. Letras, não músicas. Ah, e espero que a peça Ensina-Me a Viver signifique algo pra mim sábado, já que o filme não significou.

The Ice Is Getting Tinner

We’re not the same, dear, as we used to be. The seasons have changed and so have we. We’re not the same, dear, and it seems to me there’s nowhere we can go with nothing underneath. And is saddens me to say but we both know… Well, it’s true… That the ice is getting thinner under me and you.

I Will Possess Your Heart

How I wish you could see the potential, the potential of you and me… It’s like a book elegantly bound, but in a language you can’t read. You gotta spend some time, love. You gotta spend some time with me. And I know that you’ll find, love. I will possess your heart.

No Sunlight

When I was young, lying in the grass, I felt so safe in a warming bath of sunlight. With every year that came to pass, more clouds appear until the sky went black and now there’s no sunlight. You dissapeared with the same speed. The idealistic things I believed, the optimistic died inside of me. No sunlight…

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quiz show.

Junho 22, 2008

Sempre me imaginei na contra-capa do ZH Donna respondendo aquele questionário inútil do “Auto-Retrato”. Como eu ainda não sou famoso ou um idiota qualquer aqui do sul que faça sucesso e não posso aparecer lá, respondo aqui as perguntas.

1)Qual a sua lembrança de infância mais remota?
As idas ao shopping acompanhado da minha vó e de meu irmão. Lanche no McDonald’s, um filme no cinema, algumas compras em livrarias e um belo passeio no shopping.

2)Qual a sua idéia de um domingo perfeito?
Não acredito que um domingo possa ser muito bom, mas tem duas opções. Um filme no cinema com uma boa companhia, ou ficar deitado vendo qualquer programa do Silvio Santos.

3)Que som acalma você?
O lindo trabalho de Philip Glass na trilha de As Horas.

4)O que dispara seu lado consumista?
Sem pensar duas vezes: filmes. Seja gastando em idas ao cinema, comprando dvd’s ou alugando na locadora.

5)Um gosto inusitado.
Fazer qualquer produção textual minha em pé e ouvindo música instrumental.

6)Qual a sua idéia de felicidade?
Como diria minha avó: “A felicidade é a ausência da dor.”

7) O que seria a maior das tragédias?
Perder alguém que eu realmente goste.

8)Um hábito de que você não abre mão.
O de fazer tudo do meu jeito, sem me deixar levar por opiniões ou sugestões.

9)Um hábito de que você quer se livrar.
O de acordar cedo. Mesmo nos fins de semana, tenho esse costume.

10)Em que situação você perde a elegância?
Quando afetam meu orgulho.

11)Quais dons naturais você gostaria de possuir?
Acho que gostaria de ser alguém mais aberto. Costumo confiar em praticamente ninguém e falo pouco do que sinto. Gostaria de ser mais aberto em relação a intimidade e meus sentimentos.

12)E como você gostaria de morrer?
Acho que não teria a mínima graça se soubéssemos como iríamos morrer.

13)Que defeito é mais fácil perdoar?
Ingenuidade.

14)Qual o seu atual estado de espírito?
“There’s a fire in my soul.

15)E a maior extravagância?
Não sou e nunca fui alguém que tivesse feito algo extravagante.

16)Quando vale a pena mentir?
Quando podemos poupar alguém do sofrimento. Especialmente quando esse alguém pode se machucar com coisas envolvendo a nossa pessoa.

17)Que filme você sempre quer rever?
As Horas, e estranhamente não é o meu favorito.

18)Eu sou…
alguém para ser descoberto aos poucos.

19)Uma frase.
Everything ends.

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here I go again.

Junho 20, 2008

I don’t know how, but suddendly I lose control. There’s a fire within my soul. Just one look and I can hear a bell ring. One more look and I forget everything.

Foto do Halloween de Brothers & Sisters em homenagem a minha macabra semana. Em virtude de acontecimentos totalmente inacreditáveis, fui obrigado a passar por certas situações que me fizeram refletir sobre uma coisa muito constante em minha vida: a chatice dos outros. Se, algum dia, eu me tornar alguém chato, quero que eu seja avisado de imediato. Porque não existe coisa pior do que você desagradar alguém por completo e não se dar conta disso. Então os leitores daqui estão avisados, se o escritor aqui ficar chato, avisem hahaha. E, céus! Meryl Streep é PERFEITA! Que venha “Mamma Mia!” logo… No mais, I don’t want to talk about what I’ve gone through. Though it’s hurting me, now it’s history.

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I just wanna celebrate.

Junho 11, 2008

um ano de blog e o que aconteceu durante esse tempo…

Eu conheci o Pedro e fui assaltado, o que acabou originando o post inaugural desse blog chamado Ecótono. Passei as piores férias de inverno de toda minha vida, acompanhado do monótono livro final da série Harry Potter. Fui ao cinema assistir Bobby sozinho, que até hoje é um dos passeios mais nostálgicos da minha vida, de uma época completamente estranha e confusa. Voltei às aulas e tive a melhor aula de literatura, com uma professora maluca que me inspirou completamente. Descobri minha música favorita até hoje, que toca no episódio Affair Of States de Brothers & Sisters. Num certo domingo, tive o pior passeio de todos os tempos na redenção, acompanhado da adorável zúlia. Mas não por nossa causa. Caí de amores pelo livro Dois Irmãos e pela Brenda Chenowith. Me distanciei de algumas pessoas e uma em particular me fez mais falta que qualquer outra, dadas as circunstâncias.

Uma terrível época de insônia chegou. O Wally entrou na minha vida e tornou-se meu principal amigo cinéfilo virtual, e com todos os méritos. Pra falar a verdade, uma certa professora de português também apareceu no meu blog, e a chegada foi mais do que bem-vinda. Destilei veneno e afeto num post sobre amizade. Revoltei-me com o colégio – não estudei, li revista em aula, gritei com pessoas em trabalhos de grupo, não participei das feiras malditas que eu tinha prometido participar e quase rodei por cause se alguns décimos. O vestibular foi se aproximando e fiz o simulado mais divertido de todos com a Bruna, que conseguiu o feito de derrubar os cartazes da feira das profissões da pucrs. Sem falar do velhinho da record, né?

Abandonei o blog durante certo tempo e comecei a filmar A Cartomante, fase mais estressante de todas. Quase espanquei a Rachel e a Jéssica. Mas nada que uma conversa séria e madura com Lahm não resolvesse. O curta resultou em uma mega-premiação e ganhou quatro prêmios (melhor curta, diretor, trailer e figurino), proporcionando-me uma das melhores noites de toda minha vida. Mas nada seria igual sem o enorme apoio da torcida que foi comigo: Acauã, Aline, Bruna e Leandro! No final de novembro conheci o Mark, depois a Jane, que mais adiante se tornariam pessoas irrelevantes e dispensáveis na minha vida.

Depois de tempos, uma amizade ressuscitou de forma repentina e da melhor maneira possível, com a presença da Susan Sarandon fazendo ligações o tempo inteiro. Sem falar, é claro do alegre espírito natalino dos shoppings (sim, eu estou sendo sarcástisco). O verão chegou e lá fui eu com toda boa vontade para a piscina do clube (sim, eu fui sarcástico novamente). Fiz a primeira e única chamada da The Bucket List que, apesar de seus resultados positivos, não me motivou a dar segmento devido a certos acontecimentos posteriores envolvendo relações. Assisti o melhor filme do ano, Desejo e Reparação, com o Acauã. Morri de rir com a Bruna no msn e com algumas outras enganações futuras. Uma época bem legal. Não passei em nenhum vestibular, fiz minha típica viagem de uma semana anual para a natureza selvagem do interior. Assim que eu voltei, já fui para o litoral – e foi aí que tudo começou a desabar diante apenas dos meus olhos. A única coisa pior que a cegueira é ser o único a enxergar. Fiz o post mais recalcado, desesperador e direto da história desse blog.

Li Ensaio Sobre a Cegueira e vi o melhor Oscar (e o mais justo) de toda a minha carreira cinematográfica. Passei definhando na pior e mais angustiante semana emocionalmente desde o início do blog. Uma bomba estoura e uma felicidade nasce, da maneira mais inesperada. Entrei no cursinho e fiz novas amizades, além de acabar sendo ”gratificado” e instigado de forma interessante por outro meio social. Fiz o possível, não deu certo e agora tudo está começando novamente, e surpreendentemente com possibilidade dupla. Vai entender… Abandonei o blog novamente e retorno agora com meus posts repetitivos que não levam a lugar nenhum. Mas fazer o quê? O blog é o meu melhor amigo. Parabéns pra ele.

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twilight.

Junho 9, 2008

You are not gone, but you are not here either.”

Se anestesias físicas são algo muito interessante, imagine anestesias emocionais. Nessa segunda-feira, já comecei a semana de forma diferente. Pela primeira vez na vida tomei algum tipo de anestesia e a experiência, apesar de não muito confortável, foi até que curiosa. Durante algumas horas, não pude movimentar praticamente todo o meu rosto. Eu era alguém completamente sem expressão – nenhum músculo se movia, sorrisos não saiam e muito menos as minhas típicas caretas que expressam o que eu penso. Parecia que eu estava tomado por aquele vírus que a Nicole Kidman tem que enfrentar no filme Invasores (produção que defendo, já que nem é horrível como dizem), o vírus de do not show emotion. Também eu estava incapacitado de falar, eu proferia apenas palavras inaudíveis. Durante esse período, pensei que certas pessoas poderiam estar anestesiadas dessa maneira o tempo inteira. Pessoas que só falam bosta e ficam dizendo qualquer porcaria que lhe aparecem na cabeça. Claro que eu não demonstrava nenhuma expressão ou emoção por conta da “paralisia” facial, mas o fato é que eu continuava a senti-las. E, infelizmente, mais intesamente do que nunca. Relationships are complicated. E, pelo amor de Deus, chega de confundirem a minha cabeça. I want peace. I want things to get easier. Not easy. Easier. Just for five fucking seconds.