Arquivo de Julho, 2008

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the soundtrack of my life.

Julho 28, 2008

Old soldiers just fade away.

Eu não consigo ficar sem escrever bobagens aqui. That’s all.

Eu poderia falar da minha viagem, mas seria inútil. Nada a declarar. Só de pensar de que existe a possibilidade de eu retornar a Gramado para permanecer uma semana, já me dá desespero. Mas ao menos as circunstâncias são ineditamente maravilhosas e impecáveis.

These are the facts, como diria Pushing Daisies: “contrato assinado” para a continuação de Sienna! Hora de arregaçar as mangas e começar a escrever o roteiro de Suzi junto com a Danielly. Caprichando, é claro, no retorno triunfal do meu eu-lírico Amadeu. Just perfect!

Abaixo, the soundtrack of my life so far. Em negrito, o nome da música que eu inventei para a minha soudtrack. Em parenteses, o verdadeiro nome da musica com seu cantor e a respectiva data em que a canção passou a fazer parte de minha soundtrack.

1. You Said I’d Always Be The Favorite (Shine On – Jet, Janeiro de 2008)

2. Where The Hell Have You Been? (Lost – Annie Lennox, Dezembro de 2007)

3. Love Is Difficult (In My Life – The Beatles, Março de 2008)

4. Speech(less) (Vou Deixar – Skank, Dezembro de 2004)

5. Her Favorite Motion Picture (Non, Je Ne Regrete Rien – Edith Piaf, Outubro de 2007)

6. My Special Gem (Those We Don’t Speak Of – James Newton Howard, Julho de 2008)

7. My Special Gem – Part II (Down To Earth – Peter Gabriel, Julho de 2008)

8. The Golden Age (As Curvas da Estrada de Santos – Roberto Carlos, Outubro de 2006)

9. And I Wish Things Were Different (The Sound Of Silence – Simon & Garfunkel, Julho de 2007)

10. Everything Ends (Breathe Me – Sia, Novembro de 2006)

11. By Believing (Easier To Lie – Aqualung, Julho de 2007)

12. Seth & Summer (Wake Me Up When September Ends – Green Day, Maio de 2006)

13. You Can Count On Me (You Can’t Stop The Beat – Nikki Blonsky, Zac Efron, Amanda Bynes, Elijah Kelley, John Travolta & Queen Latifah, Outubro de 2007)

14. Across The Country (As Lovers Go – Dashboard Confessional, Junho de 2008)

15. Rainy Beach Show (Ando Meio Desligado – Pato Fu, Fevereiro de 2008)

16. Funeral (Nossos Momentos – Gal Costa, Julho de 2003)

17. Becoming Brenda Chenowith (One More Time – Daft Punk, Julho de 2008)

18. It’s Like The Academy Award (Kiss Me – The Cranberries, Dezembro de 2007)

19. The Space Between Us (Transatlanticism – Death Cab For Cutie, Junho de 2008)

20. The English Queen (The Way You Look Tonight – Rod Stewart, ? de 2004)

21. What’s Inside? (Signal Fire – Snow Patrol, ? de 2007)

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the heart asks what?

Julho 24, 2008

“I knew who you were when we met. Why didn’t you come to me? You could have told me how lonely you were. You never trusted me to help you. I’m not saying I was so fucking fabulous, but I was here.”

Já diria Francesca Johnson que nós somos as escolhas que fazemos…

We are the choices that we have made.

E já diria Barbara Covett Barbara Covett para estarmos cientes das conseqüências…

Think carefully, be aware of the consequences“.

Refilmagem de The Rocky Horror Picture Show.

Continuação de Hairspray – Em Busca da Fama.

Aff, daqui a pouco eu que vou fazer uma refilmagem de A Cartomante ou uma continuação de A Sienna Veste Prada.

Autor de férias, blog de férias.

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breakfast on venus.

Julho 23, 2008

You don’t want to fuck me. You don’t want my money. You don’t want to enjoy all my power. You don’t care about my fame. Tell me, what do you really want of me? Why are you with me?”

Existem certas coisas sagradas em my home, bitter home. A primeira de todas é certamente o horário. Hora pra dormir, hora pra comer, hora pra acordar, hora pra sair, hora pra voltar pra casa. Mas existe outra que me irrita bastante – as “leis” referentes as refeições diárias. Se de manhã eu consigo me escapar de casa com o estômago vazio (simplesmente porque eu não sinto nenhuma fome ao acordar), no resto do dia já não consigo tal façanha. É aquela coisa de filme – todo mundo bonitinho, sentado na mesa, comendo junto, conversando e rindo. E, como sempre, eu quieto e fazendo só o que eu tenho que fazer na mesa: comer. O dia de ontem foi uma sucessão de porcarias, inclusive eu me peguei dormindo na aula. Mas não por vontade própria, eu até lutava contra o sono hahaha. Sem contar também que quase que eu atirei o gato da minha vó no teto como eu fiz anos atrás com o meu já falecido Floquinho. Mas esse gato eu ia atirar pra machucar mesmo. Eu adoro animais. Mas quando eles me irritam (e tem certos momentos que todos eles parecem conspirar contra mim), eu que viro um animal.

Quando eu decidi não tomar café-da-tarde, quase fui apedrejado em praça pública. Com isso eu já me acostumei. Mas daí inventaram de me dar sermões Ruth Fisher sobre alimentação. Dizem que daqui a pouco eu vou desaparecer de tão magro e que eu vou arranjar alguma disfunção alimentar. E, de acordo com as pessoas, eu faço isso de propósito. É, eu quero ter algo tipo bulimia, ser internado num hospital durante dias e tomar inúmeros remédios. Ou quem sabe ir até pra uma clínica de reabilitação. Tudo isso friamente calculado por mim só pra incomodá-los. Jura. Vai entender… De certo é porque eu sou a única pessoa sã aqui e que não aprontou nada esse ano. I’m so in love with the idea of Matt the good guy, Matt the hero, Matt the fucking saint. A família não suporta essa imagem, porque todo mundo sempre apronta por aqui. Menos eu.

E finalmente chegaram as minhas imensas férias de 10 dias. É, 10 dias. Desconte disso três dias em Gramado fazendo as mesmas coisas que são feitas lá todo ano. Hotel cheio de gente, caminhadas intermináveis, fotinhos nos mesmo pontos turísticos e almoços em restaurantes com toda aquela italianada. O pior é que dessa vez decidiram de se enfiar num hotel traumatizante. Recordo até hoje quando eu inventei de ir à noite na piscina do hotel. Tudo muito calmo e completamente vazio, até chegar uma excursão e pularem todas de uma vez na água jogando tudo para os ares. ¬¬ Dessa vez vou me contentar a ficar bem quietinho dentro do quarto mesmo. De resto, tenho 7 dias que pretendo gastar com as minhas pessoas especiais. E elas sabem quem são. Hoje era dia de eu ir em festa, mas chega daquela gente de business. As minhas férias são justamente delas.

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why so cliche?

Julho 21, 2008

“I now do what other people only dream. I make art until someone dies. See? I am the world’s first fully functioning homicidal artist. I’m only laughing on the outside. My smile is just skin deep. If you could see inside I’m really crying, you might join me for a weep”

Eu adorei o Coringa do Heath Ledger. Mesmo, simplesmente ótimo. Só que, you know, eu odeio sensacionalismos e unânimidades do povão. E eu já estou me irritando demais com a quantidade de pessoas falando do Heath Ledger. Não falo dos meus colegas blogueiros ou dos meus amigos cinéfilos, já que com eles eu consigo ter uma conversa decente e civilizada sobre o filme. E quem fizer parte desse grupo aí, pode elogiar a vontade, que eu até apoio. Falo dessa gentalha que acha que entende alguma coisa de cinema e fica falando abobrinha. Esse povinho correu pra ver o filme e só o que sabem falar do filme é o desempenho do Heath Leder. O pior é que todo mundo fala como se fossem especialistas. “Acho que ele vai ganhar o Oscar hein?! É a melhor atuação do ano!”. Alguém ainda se lembra que tem o Daniel Day-Lewis? O Javier Bardem? Claro que não, povão só vai ver filme que tem polêmica no meio. Esses dias eu até ouvi um imbecil dizendo que o Ledger ia ganhar Oscar de ator mais talentoso da nova geração! :S:S E as palhaças em volta acreditaram. Eu fiquei quieto, deixei que eles permanecem na ilusão.

O fato é que o filme não ia ganhar metade do dinheiro que está ganhando e não ia estar em primeiro lugar no TOP 250 do IMDB se o senhor Heath Ledger não tivesse morrido. No momento em que o coração dele pifou, o filme ganhou tudo o que precisava (e ainda mais!). Um moço talentoso, que de uns tempos pra cá vinha me conquistando (já em I’m Not There ele havia me chamado a atenção). Mas pergunta quem ouviu falar dele no filme do Bob Dylan? Ninguém correu pra ver. Se adorassem mesmo ele e achassem ele tão talentoso como dizem, teriam visto esse também. E quero ver também se alguém vai ir ver o filme sobre a vida dele, que supostamente a Michelle Williams está planejando.

Mais brega e clichê do que ver esse povo leigo dando uma de especialista ao assistir Batman – O Cavaleiro das Trevas é sair do cinema, escolher uma foto, colocar no paint, fazer uns rabiscos, colocar um sorriso vermelho no lugar da boca, escrever “why so serious?” embaixo e colocar no Orkut. É até deprimente ver o Orkut infestado com essas montagens. O Coringa tem frases muito mais interessantes. Foi só eu colocar “Insanidade é igual a gravidade. Basta um empurrãozinho.” no msn, que um monte de gente veio me perguntar de onde era. Gente que, inclusive, já viu o filme. Pra ver como realmente prestaram a atenção. Desculpa se alguém que eu conheço fez essa coisa medonha no paint, mas é o que eu acho.

Volto a repetir que eu adorei o personagem do Heath Ledger. Mas entre concordar plenamente com esse povo irracional e me manter quieto, prefiro a segunda opção. Por isso que nem saio por aí falando que vi o filme ou dou minha opinião em conversas bestas. Porque é fato que eu vou me irritar. Então eu decidi usar o Coringa de Jack Nicholson (que é muito divertido sim!) e uma frase dele na foto só pra contrariar, hahaha. Odeio unânimidades. É só mais algum ator morrer com um papel promissor prestes a entrar em cartaz que todo mundo vai correndo ver e já já se esquecerão do Ledger. Brasileiro é bicho triste, definitivamente. E quem não gostou disso daqui… Well, I don’t give a damn.

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everything ends – part II

Julho 18, 2008

Lynette Scavo estava sendo pressionada para organizar um evento social na turma de seu filho. Ela era a única das mães que ainda não havia feito nada, e ainda por cima adiava cada vez mais esse compromisso) Mas o que ninguém sabia era que Lynette estava com câncer, que ela havia feito quimioterapias e inclusive já estava careca (mas escondia essa situação com uma peruca feita com seus próprios cabelos). Em determinado momento, a pressão de uma mãe foi imensa, que Lynette revelou seu segredo. No meio da rua, ela tirou sua peruca para a tal mãe. Ao enxergar o que realmente impedia Lynette de fazer o tal evento, a mãe calou-se e foi embora. No outro lado da rua, Susan Mayer, Bree Van de Kamp e Gabrielle Solis olhavam atônitas para Lynette. Elas também não sabiam. As melhores amigas de Lynette não sabiam de algo tão importante. Ela deu um sorriso que exavala uma dor contida, colocou a peruca e dirigiu-se até elas.

Tiveram uma conversa franca, as quatro. Questionaram o porquê da amiga não ter dito nada, e se deram conta que estavam sendo vitimas de um mesmo mal que afetou uma ex-amiga delas – Mary Alice Young havia morrido por conta dos segredos que guardava. Visando isso, Lynette propôs um trato: “No more secrets. We will tell each other about everything. No matter how sad things are.”. Ela estendeu a mão. Gabrielle concordou e segurou a mão da amiga. Susan Mayer fez o mesmo, com a mesma expressão. Já Bree Van De Kamp estava olhando para as mãos unidas das amigas, pensativa. Ela estava grávida. Mas não estava realmente grávida. Ela queria que suas amigas acreditassem nisso. Sua barriga era de mentira e ela queria acobertar um erro seu. Ela não queria que suas amigas vissem um outro lado dela. Então ela preferiu inventar um segredo. Segundos depois, Bree viu que as amigas estavam olhando para ela. “What about you?”, perguntou Susan. Ela pensou mais um pouco e disse: “I couldn’t agree more.”. Mais um segredo continuava embaixo da superfície. A vida é assim, cheia de segredos, não importa o quanto façamos promessas para as pessoas. Sempre escondemos algo. Sempre queremos que algo fique só para a gente. E para isso não tem exceção.

ps: Quando eu digo que Everything Ends, nunca pensei que isso fosse acontecer literalmente com o objeto que deu origem a essa frase. Eu quebrei o dvd mais importante sentimentalmente que eu tinha de Six Feet Under. E eu estou realmente acabado. Quero que tudo se exploda.

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psyduck com tuberculose.

Julho 16, 2008

“I see now that the circumstances of someone’s birth are irrelevant; it is what you do with the gift of life that determines who you are.”

Agora que eu fui me dar conta que eu sou muito parecido com o Psyduck, aquele Pokémon (sim, eu era apaixonado por Pokémon and that’s it) irritado com tudo e todos. Mas ultimamente é mais pelo fato de andar sempre com dor de cabeça. Algumas são até bem justificáveis visando as inúmeras vezes de portas que foram batidas e despencadas, o extremo da infantilidade que certas pessoas podem chegar (e honestly? I don’t give a damn) e até mesmo a minha irritação psyduckiana com mínimas manias dos seres humanos. Sabe aquela cena de As Confissões de Schmidt em que o Jack Nicholson começa a listar todos os hábitos da mulher que ele odeia? Pois é, eu me vi completamente nessa situação. Na hora de comer, dentro do táxi, na hora de atravessar a rua, e por aí vai.

Se já não bastasse eu ser um Psyduck com dores-de-cabeça, comecei a tossir sem mais nem menos, parecendo até tuberculose, porque comigo acontece sempre o pior (ah, como eu adoro humor negro!). Mas e também nada é mais justificável, todas as manhãs vivo cercado por gente doente naquele cursinho. É tanta tosse pra tudo que é lado, que os antígenos do meu sistema imunológico passivo/artificial (é, de vez em quando o estudo tem que servir pra alguma coisa) já nem funcionam mais. E, depois de séculos, acho que me gripei. Mas o mais importante de tudo é que as merecidas férias estão chegando. E curtas, por sinal. Só dez dias. Já é alguma coisa, mas bem longe do que eu realmente necessitava. Como estímulo, recebi livros com testes de vestibular. Abri o de geografia, vi 620 questões à minha disposição. Era o livro mais fino de todos. Nem me arrisquei a abrir os outros. Isso pode ficar pro dia 4…

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moral hazard/double negative.

Julho 13, 2008

“Listen to me. You can’t hide from love for the rest of your life because maybe it won’t work out… maybe you’ll become unglued? It’s just not a way to live. I think you should consider the possibility that you and I are more alike than you realize. I let someone in, and I had the time of my life.”

Eu adoro a Erica Barry =)

Eu adoro a Diane Keaton =)

Eu adoro várias coisas agora, in fact =)