Arquivo de Agosto, 2008

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Like the pope, or the computer in “2001″.

Agosto 27, 2008

“Before you can change the world you must realize that you, yourself, are part of it. You can’t stand outside looking in.”

Lembro de um dos pouquíssimos episódios que vi de Sex And The City onde a Carrie Bradshaw (só eu acho que ela foi a mais sem graça no quarteto do recente longa?) entrou em desespero porque o notebook dela foi para o conserto e ela corria o risco de perder tudo o que tinha dentro dele. Não lembro se ela perdeu ou não – que os fãs me ajudem a lembrar! -, mas o fato é que eu lembrei dela quando eu recebi a notícia de que tudo o que exisitia dentro do meu notebook foi destruído por causa de um problema na placa-mãe. Logo eu, que sempre fui tão precavido com essas porcarias de vírus (sério, quem manda vírus devia ser preso), perdi absolutamente tudo. A minha preciosa lista de filmes que só existia lá, todos os tipos de fotos imagináveis (definetly!), meus arquivos sagrados do word, as músicas que eu quase morri procurando na internet e os curtas que fiz e que provavelmente só eu tinha guardado no computador. Dá vontade de dar uma de Ruth Fisher em uma de suas alucinações e gritar “what did I do to funking deserve it?“. Mas enfim, agora não adianta lamentar-se. Everything Ends. Incluindo o notebook ¬¬

Outro fato relevante é que parece que um furacão passou por mim. Tive a gripe mais chata de todos os tempos (mas não a pior, óbvio), infestada por dores de cabeça e tosses intermináveis que eu denominei de “temporária tuberculose”. Gripe, aliás, que por algum fato sobrenatural não foi passada para alguém que deveria ter pegado de mim, hahaha. Eu ando como um zumbi, sempre com sono e desanimado; nunca durmo o suficiente, estudo demais, meus filmes estão todos atrasados empilhados em um canto da estante e minhas tarefas virtuais nunca são finalizadas. Enfim, eu ando com cara de louco pelas ruas e dentro de casa também. O interessante é que eu consegui média pra passar em letras. Já é alguma coisa…

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kitty, did you mind?

Agosto 18, 2008

“It might not be the right time, I might not be the right one. But there’s something about us I want to say, ’cause there’s something between us anyway. But there’s something about us I’ve got to do, some kind of secret I will share with you.”

A boy’s whole life in a single day. Just one day. And in that thay, his whole life. Assim como em As Horas tem a tal inteira vida de uma pessoa em um tal dia, eu também tive minha tal vida inteira em um tal dia. Assim como em As Horas esse dia é apenas mais um dia corriqueiro do cotidiano, no meu também foi. Anyway, my whole life was in that thursday. Saudades do filme do Stephen Daldry, que é o que eu mais assisti na minha vida. Pra suprir, li uns trechos da parte de Mrs. Dalloway na obra do Michael Cunnigham e ouvi pela bilionésima vez a trilha do Philip Glass. Depois do dia, aproximou-se o fim de semana que prometia tanto. Prometia na sexta, no sábado e no domingo. E no final das contas nada deu certo nem na sexta, nem no sábado e nem no domingo. Sou alguém que lida fácil com expectativas, mas não lido fácil quando elas são desfeitas repentinamente. Ultimamente eu tenho tentado estudar, mas sinto que às vezes eu estou prestes a enlouquecer – sou tomado por aqueles momentos Warren Schmidt de odiar as mínimas manias das pessoas. Please, somebody save me.

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modern guilt.

Agosto 11, 2008

“Sorry. You know I love you, but you drive me crazy. And you three, what a bunch of cocksuckers! When I lived in Porpoise Spit, I used to sit in my room for hours and listen to ABBA songs. But since I’ve met you and moved to Sydney, I haven’t listened to one ABBA song.  When I lived in Porpoise Spit, no one looked at me. But when I moved to Sydney, Brice asked me out and that proves that I changed and I’m not that Muriel anymore. Muriel Heslop. Stupid, fat and useless. I hate her! I’m never going back to being her again!”

Dois álbuns recentes. Neon Bible e Modern Guilt. O primeiro, uma bobagem decepcionante do The Arcade Fire tentando voltar aos tempos de Funeral, onde fizeram sucesso em Six Feet Under com a música que escreveram especialmente para o seriado – Cold Wind. A canção, que toca no penúltimo episódio, Static, deu para o grupo uma indicação ao Grammy. Esse ano eles vão tentar retornar ao prêmio, e como o circuito onde concorrem (o chamado “alternativo”) está fraco, provavelmente vão conseguir. Nada merecido. Mas, enfim, premiações sempre cometem idiotices. E mesmo assim eu adoro acompanhar. O Modern Guilt é uma das melhores coisas que eu ouvi ultimamente. Já gostava do Beck desde os tempos de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e sua Everybody’s Gotta Learn Sometimes e aqui ele me conquistou definitivamente. Tomara que vença do The Arcade Fire, é infinitamente melhor. E chega de música, eu não sei comentar direito. E, ah, um aviso de utilidade pública. Morreu o Bernie Mac e o cinema se livra de mais uma pessoa idiota no mundo das comédias (6).

Nunca havia tido um fim de semana de reclusão tão recluso como esse. Computador desligado o fim de semana inteiro (e por vontade própria) e celular idem. Incomunicável. O “adolescente caricato, clichê, sempre insatisfeito, que adora arranjar problemas e que inventa ser infeliz para conseguir o que quer dos outros” (que bela união de negativismos que outros falam de mim, que vão prosseguir nesse post) ficou vendo filmes e teve a lástima de presenciar pessoas odiando 007 – Cassino Royale e Mais Estranho Que a Ficção. O “adolescente quadrado, que só sabe seguir regras e que é certinho demais” expulsou todo mundo da sala porque queria ver Silvio Santos. Pegou um pacote de bolacha e ficou dando altas risadas enquanto as pessoas olhavam para ele como se quisessem dizer que ele era um retardado por rir das piadas do rei do Baú. O “adolescente chato, nerd e sem graça” não fez absolutamente nada, só inércia. Por um outro lado, o “adolescente que tem uma maneira estranha de expressar seu afeto” voltou renovado, in a certain way. E o que pensam de positivo de mim fica para um próximo post pointless e anacoluto. E cá estou eu com o meu recém-chegado cd de Everything Ends para incorporar-se à minha coleção do seriado. Agora só faltam os livros.

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do I look like a crazy person?

Agosto 6, 2008

Há um tempo atrás eu disse num post que eu tinha feito uns testes que diziam que eu era uma mistura de Saul Walker (Brothers & Sisters), Julia McNamara (Nip/Tuck), Miranda Hobbes (Sex And The City), Bree Van De Kamp (Desperate Housewives), Ned (Pushing Daisies) e Henry (Ugly Betty). Eu só concordo muito com o Saul e a Bree… Mas faltou a minha série preferida! Como naquele site maldito não tinha teste pra Six Feet Under, sai a procurar algum que tivesse… E achei. O resultado foi perfeito! Em todos os sentidos. Por mais que eu adote o sobrenome da Brenda, eu não sou parecido com ela – somente na ironia e no sarcasmo. Acho que eu adotei o Chenowith mais por admiração ao personagem e à atriz. Mas é a Ruth Fisher que tem lugar no meu coração como melhor personagem de todas as séries de todos tempos. O resultado foi bem verdadeiro, em especial a última frase (?!). Mas enfim, abaixo, o resultado do teste:

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immensities.

Agosto 4, 2008

“More lines on my face. Where do they come from? Smile lines? When do I ever smile? We mortals have many weaknesses; we feel too much, hurt too much or too soon we die. I’m always afraid. In some other world, in some other time, could you have loved me? I have a secret, my dear. I pretend there’s a pane of glass between me and them. They can see me, but they cannot touch me. But you should try it.”

Fim das férias e início de uma nova era (tocando a composição Closing, de Craig Armstrong e A.R. Rahman pra combinar com o momento). Era mais difícil, by the way. Mas ao menos algo que me deixe ocupado e me distancie das imensidões da mente. Como já ensinaria a rainha Elizabeth I, sempre depois de uma fase difícil, vem a golden age. Hora de largar os filmes (e olha que eu ainda tenho inúmeros deles na fila), as noites tardias no msn, música o dia inteiro e o ócio destrutivo. Hora de estudar. Difícil acreditar que eu estou dizendo isso pra mim mesmo. Mas irei confiar na rainha Elizabeth I.

Minhas férias nunca correspondem às minhas expectativas, e esse ano não foi diferente. Mesmo que com um roteiro bem previsível (incluindo aqueles dias com um filme por turno do dia), teve momentos interessantes. Para o bem e para o mal. Whatever. Foram os últimos dias do recesso que fizeram tudo ser validado. Seja com “atração fatal” ou “anacoluto”. Agradeço a essas pessoas e elas sabem bem quem são. Nothing more to say. Mas, no more aces to play?

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meryl streep death’s phobia.

Agosto 1, 2008

“I don’t care if you’ve slept with hundreds of men!”

Eu tenho o maior respeito pela Katherine Hepburn, mesmo sem ter visto um filme dela.

Mas depois que eu descobri que ela desprezava Meryl Streep, dizendo: “Streep era técnica demais e era possível ver as engrenagens fazendo ‘click, click, click’ em sua cabeça conforme ela atuava.”, caiu demais no meu conceito.

Meryl é a melhor, sempre será e that’s all.

Mamma Mia! comprova isso. Principalmente a tomada de The Winner Takes It All.

O cinema não será o mesmo depois do dia que ela se for. Vida longa para Mary Louise Streep.