Arquivo de Outubro, 2008

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upon pillars of sand.

Outubro 28, 2008

What she finally had to admit was that she was angry. She was angry even with her kids, just for being like her, always refusing to let things go. She was specially angry at how they had gotten in their own way. Risking happiness by shutting out the ones they love the most. When a husband dies you’re supposed to be able to mourn your loss. You’re supposed to grieve, but she could not. He had robbed her of that option. So, instead, she did the only thing left to do. She said good bye.”

Venho por meio desse post expressar a minha grande decepção com Dexter, que depois de uma segunda temporada simplesmente excepcional se tornou um produto morno e muito sem graça. De brilhante mesmo resta apenas o personagem, que é o melhor da TV atual. Sem ele, o seriado estaria uma completa bosta, com o perdão da palavra. Viva Michael C. Hall que, desde os seus tempos de David em Six Feet Under, já demonstrava ser um ótimo ator. Já é o quinto capítulo da temporada e nada de muito interessante aconteceu até agora. Esperemos os próximos. Enquanto isso, uma outra série vem crescendo em progressão geométrica faz um bom tempo. Brothers & Sisters deixou de ser um típico drama-novelão para entrar para a lista dos melhores seriados em exibição. Realmente uma surpresa. Sem falar do marcante elenco, em especial a minha adorada Rachel Griffiths, sempre se renovando e entregando excelentes momentos.

Já faz um certo tempo que eu retornei para as minhas aulas e eu ainda não consegui retornar para o meu ritmo antigo. Parece que eu esqueci como acordar cedo, pegar ônibus, ir ao inglês à tarde e estar exausto no fim do dia. O fim do ano se aproxima (e daqui a pouco o natal está infestando a cidade ¬¬) e o apocalipse  já citado nesse blog também. O porém dessa “nova temporada” é a chegada de novos personagens no elenco, mais especificamente na rua ao lado. Os velhos permancem os mesmos, cada um com suas importâncias variáveis. That’s all.

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we are the same, bree.

Outubro 20, 2008

O melhor diálogo da quarta temporada de Desperate Housewives…

- O fotógrafo está perguntando se pode tirar uma foto de nós duas.

- Espere. Preciso falar com você primeiro.

- Entendi mal a situação. Não podemos deixar assim?

- Não, não podemos. Sabe por quê? Porque eu achei que as coisas estavam indo bem. Estava me divertindo com você. Obviamente, entendi errado.

- Você precisa entender que eu e minhas amigas temos o nosso espaço. Gabrielle é a que tem glamour. Susan é a adorável. Lynette é a inteligente. Edie é a… Edie. E eu sou a caseira, a organizada. E implicam comigo por causa disso. Essa sou eu. Essa é quem você é também.

- E daí?

- Talvez eu não saiba ser sua amiga.

- É uma pena. Porque entendo você melhor do que qualquer uma de suas amigas. Sei como seguir as suas regras e observar as pequenas coisas que faz você se sentir no controle. Nós duas tivemos dias em que ou se ajeitava uma mesa linda, ou se encolhia na cama e morria. Somos a mesma, Bree. E se acha que não podemos ser amigas, eu sinto muito. Mas também há a possibilidade de sermos melhores amigas.

- Quem diria que você é tão esperta?

- Aprender não é divertido?

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ellen is better than oprah.

Outubro 18, 2008

“People don’t know how to love. They bite rather than kiss. They slap rather than stroke. Maybe it’s because they recognize how easy it is for love to go bad, to become suddenly impossible… unworkable, an exercise of futility. So they avoid it and seek solace in angst, and fear, and aggression, which are always there and readily available. Or maybe sometimes… they just don’t have all the facts.”

Durante um bom tempo eu fiquei curioso com o The Oprah Winfrey Show. Todo mundo puxa o saco dela e constantemente ela está naquelas bobas listas de “celebridades mais poderosas da atualidade”. Até a minha adorada Tina Fey é fã dela, já que chamou a Oprah para participar de terceira temporada de 30 Rock. No meu ócio, então, resolvi me testar e ver se não era implicância minha. Assiti, durante quase uma semana, todos os dias, o tal The Oprah Winfrey Show. E as minhas suspeitas se confirmaram: não é nada demais. Já comecei a minha experiência vendo a entrevista com a insuportável da Gwyneth Paltrow, com aquela cara de anêmica. Falou um monte de ladainhas sobre a depressão pós-parto que ela teve, da filha maçã dela (é, a filha se chama Apple), dos conselhos que a Madonna dá pra ela e vice-e-versa e da carreira cinematográfica ridícula que ela construiu. Depois teve uns programas melhorzinhos, incluindo criancinhas-pobres-com-talentos-super-especiais. Enfim, Oprah é pura previsibilidade e parece que entrevista as pessoas por pura obrigação – chama o intervalo do nada e faz as perguntas com cara de impaciente.

Depois da minha prevista decepção com a Oprah, fiquei dando uma olhada nos outros programas que estavam passando pela TV e me deparei com o The Ellen Degeneres Show. É, aquele talk-show com a loirinha que apresentou o Oscar ano passado e é famosa por ser lésbica assumida e ter se casado recentemente com a sua companheira. Eu já tinha visto a entrevista dela com a Meryl Streep no Youtube e achado muito divertido, mas nunca tinha parado para ver um programa completo dela. Como qualquer programa de entrevista (incluindo o da Oprah), o The Ellen Degeneres Show tem seus altos e baixos (e nos programas que eu vi, raramente tinha pessoas muito interessantes participando), mas tem uma grande comediante como apresentadora. Ellen segura as pontas mesmo quando os convidados não são muito instigantes e consegue alcançar grande carisma perante as câmeras. Ela dança, faz piadas e é totalmente descontraída. Uma pessoa realmente original e magnética. Os fãs daquela gorda que me desculpem, mas Ellen é bem melhor que a Oprah. E ela até participou de uma temporada de Six Feet Under! Pena que ela tenha contracenado com um personagem tão idiota como o Keith Dwayne Charles.

Já perdi a conta dos milhões de episódios de série que já vi nessas minhas férias forçadas. Acabei as temporadas de Damages e Ugly Betty. Comecei as novas de Pushing Daisies e Dexter. Tirei o meu atraso de Desperate Housewives e 30 Rock. Também já perdi a conta de quantos textos escrevi sobre esses episódios. Também assisti milhares de filmes (até parei pra rever O Casamento do Meu Melhor Amigo na Sessão da Tarde e procurar a minha adorada Rachel Griffiths no longa) e fiquei atirado às traças. O tempo é terrível. E eu nunca pensei que eu fosse dizer isso. Mas eu preciso urgentemente voltar às aulas. Chega de tédio. Porque tédio me traz reflexões. Reflexões me lembram pessoas. Pessoas me trazem sensações. Das mais diversas.

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children and art.

Outubro 12, 2008

“Crianças nunca deveriam dormir. Acordam mais velhas. E, quando vemos, elas cresceram. Peter quer crescer rápido demais, deve imaginar que os adultos não sofrem como as crianças quando perdem alguém. Perdi meu irmão David com a idade dele. Minha mãe quase morreu. Ela ficou meses acamada e mal comia. Tentei de tudo para alegrá-la, mas ela só queria o David. Então, um dia, eu vesti as roupas do David e fui até ela. Acho que foi a primeira vez que ela olhou para mim. E esse foi o fim da minha infância.”

Quando eu era criança, tinha muita pena do Chaves, principalmente quando ele quase não foi pra Acapulco. Quando eu era criança, vibrava no mês de fevereiro; estava indo para a praia.  Quando eu era criança, eu sempre torcia pelos vilões nos desenhos, mesmo sabendo que eles nunca iriam vencer. Quando eu era criança, a figura mais presente na minha vida era a minha vó – foi ela quem me viu lendo pela primeira vez aos cinco anos de idade, foi ela quem me apresentou ao cinema, dentre outras milhares de coisas.  Quando eu era criança, eu tomava Biotonico Fontoura. Quando eu era criança, quebrei vários ovos no galinheiro do meu avô e fui atacado pelo galo. Quando eu era criança, eu sabia falar francês. Quando eu era criança, eu atirei um gato da minha vó no teto. Quando eu era criança, eu era viciado em super nintendo – e furioso por ter um irmão que não era um adversário à altura. Quando eu era criança, eu fazia amizades com dificuldade. Quando eu era criança, morria de medo dos mortos de O Sexto Sentido (só pra deixar bem claro: tenho 17 anos e o filme é de 1999, façam as contas!). Quando eu era criança, eu era um católico fervoroso na época da minha catequese. Quando eu era criança, eu tinha medo das aulas de artes – eu não sabia desenhar. Quando eu era criança, nunca tive medo de dentistas, eu os admirava. Quando eu era criança, queria ser o líder de tudo, mesmo sendo tímido. Quando eu era criança, Pokémon era o meu maior vício. Quando eu era criança, eu brincava de lutinha com o meu irmão e secretamente eu batia com o maior prazer nele. Quando eu era criança, ia perfeitamente bem no colégio. Quando eu era criança, eu cantei na apresentação final natalina de frances. Quando eu era criança, fui com a minha “namoradinha-que-mãe-enfia-goela-abaixo” no presépio de Natal. Eu, de ovelha; ela, de abelha. Tudo a ver. Quando eu era criança, eu bati em uma criança por causa de um livro-com-áudio em uma livraria. Quando eu era criança, eu era superdotado de acordo com estudos e testes feitos comigo; hoje eu não sou mais hahaha. Quando eu era criança, avisava para o meu irmão de certos perigos; ele nunca me ouvia, até o dia em que ele enroscou o pescoço em uma cerca de arame farpado. Quando eu era criança, viajava pra casa do meu pai e nunca aproveitei o imenso espaço do terreno que a casa ficava. Quando eu era criança, tinha medo de notas baixas; MUITO medo. Quando eu era criança, eu apredia de verdade no colégio. Quando eu era criança, ficava intrigado quando os adultos diziam: “tu não pode ver, é muito criança pra ver entender esse filme”; mas não adiantava, vi Tudo Sobre Minha Mãe escondido. E eu não entendi nada mesmo. Algumas coisas da infância (e dessa lista, inclusive) ficaram. Outras se foram. Como diria a Claire Fisher: como é chato envelhecer, não?

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there’s a light.

Outubro 5, 2008

“You thought I didn’t know. I’ve known what was happening for quite some time. But I was very very impressed by how intently you tried to warn me. I never thought I would say this, Andrea, but I really, I see a great deal of myself in you. You can see beyond what people want, and what they need and you can choose for yourself.”

Sinceramente, eu até tinha esquecido que esse blog existia. Ultimamente ele nem tem me feito falta e até mesmo os meus outros endereços não estão sendo atualizados com a mesma freqüência que eram atualizados antes. Mas alguém me lembrou da existência do Confissões e novamente me baixou aquele espírito para escrever aqui. Anyway, não é apenas a correria frente aos 90 e poucos dias restantes para o vestibular (sim, todo o santo dia eu sou lembrado de quantos dias faltam para esse temido apocalipse), mas também o meu estado físico. Inúmeros remédios todos os dias para tratarem da minha “coisa”, além de uma alimentação regularizada (bem como a minha mãe queria!) para que eu engorde e nao fique com a tal imunidade baixa. Porque, de acordo com a família, eu sou anêmico. Mas é sério, a coisa tá séria. Por isso, repouso absoluto for a long time. Infelizmente. Enquanto isso eu volto a ter tempo livre e tirar aquele tempo pra ver filmes que há muito tempo eu não tirava. E, quem diria, até ler livros que não são de vestibular. Tem também aqueles livros-testes do cursinho que eu nunca faço e que agora eu fico rabiscando de vez em quando e testando meus conhecimentos, sem falar do simulado online. Normalmente eu tenho medo de simulados, mas por alguma razão eu quis fazer esse. Isso tudo pode até parecer muito divertido e saudável - descanso, filmes, livros, computador, música. Mas não é. Não na minha atual situação. E tudo se sustenta da forma menos pior possível por causa de uma coisa importantíssima. It’s all about my light.