Arquivo de Dezembro, 2008

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the very best of 2008 (tv)

Dezembro 28, 2008

consideradas as séries exibidas no Brasil no ano de 2008

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Melhor Série:

Dexter – Segunda Temporada

2. 30 Rock – Primeira Temporada 3. Brothers & Sisters – Segunda Temporada 4. Desperate Housewives – Quarta Temporada 5. Damages – Primeira Temporada

Melhor Atriz:

Glenn Close – Damages, Primeira Temporada

2. Sally Field – Brothers & Sisters, Segunda temporada 3. America Ferrera – Ugly Betty, Primeira temporada 4. Tina Fey – 30 Rock, Primeira temporada 5. Marcia Cross – Desperate Housewives, Quarta temporada.

Melhor Ator:

Michael C. Hall – Dexter, Segunda Temporada

2. Alec Baldwin – 30 Rock, Primeira temporada 3. Hugh Laurie – House, Quarta temporada 4. Gabriel Byrne – In Treatment, Primeira temporada 5. Lee Pace – Pushing Daisies, Primeira temporada.

Melhor Atriz Coadjuvante:

Rachel Griffiths – Brothers & Sisters, Segunda temporada

2. Dana Delany – Desperate Housewives, Quarta temporada 3. Kristin Chenoweth – Pushing Daisies, Primeira temporada 4. Vanessa Williams – Ugly Betty, Primeira temporada 5. Jennifer Carpenter – Dexter, Segunda temporada

Melhor Ator Coadjuvante:

Zeljko Ivanek – Damages, Primeira temporada

2. Matthew Rhys – Brothers & Sisters, Segunda temporada 3. Ted Danson – Damages – Primeira temporada 4. Jack McBrayer – 30 Rock, Primeira temporada 5. Michael Urie – Ugly Betty, Primeira temporada.

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the very best of 2008 (music)

Dezembro 27, 2008

Álbum do Ano:

Perfect SymmetryKeane

2. Viva La Vida (Coldplay) 3. Modern Guilt (Beck) 4. Mamma Mia! (Vários) 5. Day & Age (The Killers)

Gravação do Ano:

“Viva La Vida” – Coldplay, Viva La Vida

2. “Spiralling” – Keane, Perfect Symmetry 3. “Orphans” – Beck, Modern Guilt 4. “Human” – The Killers, Day & Age 5. “If There’s a Rocket Tie Me To It”, Snow Patrol – A Hundred Million Suns

Revelação Musical:

Glen Hansard e Markéta Irglová – Once / The Swell Season

O Que Poderia Ter Sido Melhor:

Narrow StairsDeath Cab For Cutie

Decepção do Ano:

“Another Way To Die” – Alicia Keys & Jack White

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doubt’s screenplay.

Dezembro 21, 2008

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“I never like to say goodbye. But there is a wind behind everyone of us that takes us through our lives. We never see it, we can’t command it, we don’t even know its purpose. I would have stayed among you longer, but that wind is taking me away. I will miss it here. And I will miss you.”

DOUBT

A screenplay by

John Patrick Shanley

based on his stage play

Sem spoilers.

Tudo acontece em uma escola religiosa. Quando o padre Flynn resolve proteger o garoto Donald Miller das discriminações, ele chama o garoto para uma conversa em seu escritório. O problema é que a irmã James nota certa mudança no comportamento do garoto após a conversa e descobre que ele bebeu vinho do altar. Ela relata o fato para a temida irmã Aloysius. Munida dessa informação, Alysius vê o acontecimento como um caso de abuso sexual. Convencida disso, fará de tudo para que o padre confesse o acontecido e vá embora do lugar. O problema é que o padre nega tudo e a dúvida se instala. Estaria o padre mentindo ou dizendo a verdade?

É um pouco enganoso o título dessa história, mas também é muito apropriado. Na realidade, a dúvida fica com o espectador. Todos os personagens da história estão convictos de suas situações. Flynn alega ser inocente. Aloysius tem absoluta certeza que ele abusou do garoto. No meio de tudo isso está a novata irmã James que, a princípio acredita em Aloysius, mas aos poucos vai moldando sua própria opinião.

O roteiro escrito por John Patrick Shanley (baseado em peça de teatro de sua autoria) é claro, objetivo em suas intenções. Não apela para sensacionalismos, não procura discutir o certo e o errado na religiosidade e não quer tomar partido por nenhum personagem. O que mais chama atenção é como a história torna Aloysius tão antipática e fria, distanciando todos de sua figura. Rígida e convicta demais com informações quase nulas, ela irrita em diversos momentos. Mas por estarmos tão cientes das acusações dela, também não confiamos no padre Flynn. Dúvida é um interessante jogo de personalidades. Mesmo que nós não simpatizemos com nenhuma das figuras, ficamos envolvidos nas histórias.

No papel, a história funciona, mas sem grandes atrativos. Creio que vá funcionar melhor na tela. Afinal, Meryl Streep já provou que sabe muito bem interpretar uma vilã e ainda disse que ela mesma ficou orgulhosa de ua interpretação no filme. Se ela nunca se auto-critica e de repente vem com um auto-elogio desses, quem somos nós pra duvidar? Ela é a campeã de indicações a prêmios na temporada e um nome fortíssimo para o Oscar. Mais uma vez! Go Meryl, Go! Dúvida chega aos cinemas em fevereiro.

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dangerous minds.

Dezembro 21, 2008

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It starts with a seed of anger…

O mundo dos vilões sempre foi incrivelmente fascinante para mim. Raramente torço por pobres mocinhos inocentes. 2008 foi um ano muito pobre para esse mundo. Nem mesmo a tão comentada Flora da novela das oito conseguiu ser muito original. Tem muita gente que acha que a personagem é perfeita. Mas eu vejo alguns sérios problemas nela. A começar pela atriz que, apesar de ser excelente, simplesmente não tem as feições ideais para viver aquele ser tão maligno. Patricia Pillar se esforça, tem momentos perfeitos e é uma vilã na essência da palavra. Contudo, nunca me cativou em momento algum. Outro problema é a falta de objetivos da personagem – que muda de anseios de uma hora pra outra e a cada momento quer uma coisa diferente. Um fator importante é que ela consegue ser aquilo que uma vilã deve ser – originadora de ódios e indignações.

O que acontece é que os vilões não são mais assim hoje em dia. Ou seja, deixaram de simplesmente exercer o papel do mal e de causar asco no espectador. Até as novelas brasileiras já perceberam isso (com excessão dessa que está em andamento). Quem não se lembra da Nazaré vivida pela Renata Sorrah. Apesar de infinitos exageros absurdos e de atitudes bobas demais, a figura era um primor de humor e suas loucuras eram magnéticas. O que falar então da Laura de Claudia Abreu? Era a perfeita harmonia entre loucura, classe e maldade. Possivelmente umas das melhores figuras do mal já representada. Se as vilãs sempre têm o final em prisões e mortes, a Bia Falcão de Fernanda Montenegro se deu muito bem e teve o seu final cheia do dinheiro em frente à torre Eiffel em Paris. Figuras marcantes que nos dão saudade das antigas figuras que viamos antes. Flora, então, pode ser a mais vilã de todas. Mas não encanta nem cativa. É vazia.

Portanto, uma vigura vilanesca depende completamente da competência de quem interpreta. O caso mais impressionante que me vem à cabeça é o de Meryl Streep encarnando Miranda Priestly em O Diabo Veste Prada. Na obra literária, a vilã é rasa, pobre em detalhes e completamente inútil. E no filme ela poderia causar pura antipatia, mas Streep fez justamente o contrário. Com seu talento, impressionou a todos e roubou a cena no filme – tanto que mocinha não tinha a metade da graça dela. Miranda Priestly, então, nas mãos de Streep ficou encantadora e marcante – um verdadeiro exemplo de como se conduzir com maestria uma vilania atraente.

No setor masculino, cito Michael C. Hall e seu Dexter Morgan. Alguns podem considerar um absurdo eu classificá-lo nessa categoria. Mas, se formos analisar bem, Dexter tem sérios problemas. Claro que a vida o fez assim (assassinatos familiares na infância, uma relação um tanto conturbada com o pai e uma jornada cheia de segredos), masele é um assassino frio e calculista. Por mais mais que ele mate apenas pessoas inocentes, faz de seus crimes um meio para canalizar suas frustrações e suas ansiedades. É fato – Dexter Morgan é um criminoso insaciável. E daí? O ator conduz o personagem de uma maneira tão impressionante que faz com que o espectador torça por sua figura. Ninguém quer que Dexter se dê mal. Um feito de se tirar o chapéu. Só quem viu a série pode dizer.

Não é só o Dexter que só tornou uma pessoa “má” por causa dos problemas que sofreu através da vida. Temos a Barbara Covett (Judi Dench) de Notas Sobre Um Escândalo – uma mulher solitária que faz tudo o que pode para obter o afeto de sua amiga por quem é apaixonada. A solidão também transformou Annie Wilkes (Kathy Bates) de Louca Obsessão, que perde totalmente o controle e a noção da regularidade do aceitável ao conhecer seu grande ídolo literário.

O mundo do mal, portanto, sempre tem mais portas para serem abertas. É muito fácil extrair coisas fantásticas desses personagens – que são, de uma forma ou de outra, problemáticos. São mais ricos em seus detalhes subjetivos, pertencentes a uma classe excluída da sociedade. Afinal, poucos querem assistir histórias de seres humanos com imperfeições que levam a caminhos tão tortuosos. Mas a vida é assim mesmo, composta de estradas irregulares. Os vilões são a prova disso. Não são apenas meros entretimentos. Possuem um fundo dramático também.

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no hay otra norma: nada se pierde, todo se transforma.

Dezembro 9, 2008

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It only takes a moment to be loved a whole life long. And that is all that love’s about. And we’ll recall, when time runs out.That it only took a moment to be loved a whole life long.”

Foi na noite de oito de dezembro que eu conheci a Marília Gabriela. Aquela criatura que todo mundo sabe que eu imito e que durante muitos anos serviu para eu divertir as pessoas. Eu sei que ela é uma péssima atriz (só de lembrar dela tirando a roupa, toda emocionada, confessando o amor eterno dela pelo Juvenal já me dá nos nervos) e uma cantora horrível (aquele dueto com o Gianecchini é algo de se lamentar), mas em momento algum eu posso questionar o trabalho dela de jornalista. Uma entrevistadora excepcional e que tem grande inteligência.

Certamente o talk-show dela no Praia de Belas (que ultimamente anda um pouco vazio, graças ao Barra Shopping) teve ótimos momentos. Os comentários do livro dela foram interessantes e as filosofias idem, mas tudo alcançou seu ápice quando ela começou a falar da Madonna. Mal, por sinal.  Fui me divertindo com cada coisa que ela criticava. Fico me lembrando até agora dos trejeitos dela falando: “A Madonna foi horrível“, com tons de voz irregulares e expressões físicas únicas. Mas deixando a Marília, a Madonna e a velinha da Fabico que puxou conversa na fila, tenho que fazer um agradecimento para as duas companhias que se prestaram a ir lá comigo.

Deixando de lado o momento que eu conheci o meu alvo de imitação, venha a salientar nesse post como o ano passou muito rápido! Parece que foi ontem que eu não passei na UFRGS. Parece que foi ontem que um monte de confusão aconteceu comigo. Parece que foi ontem que eu entrei pro cursinho. Parece que foi ontem que eu tive problemas de saúde. Muita coisa mudou em 2008. Muita gente se foi, muita gente veio, muita gente perdeu sua importância. Que venha logo o ano de 2009. O ano que finalmente eu vou abandonar esses estudos inuteis e começar a me dedicar didaticamente para ser um jornalista.

ps: e Keane confirmou show até em Belo Horizonte. Porto Alegre, nada. Que bosta!