
“Patty, whoever sent this to yo wanted to hurt you. Badly… Any idea who that could be?“
Que superboy que nada. Jack Bauer? Coisa do passado. A melhor é Patricia Hewes, ou Patty Hewes, como desejar. Ela é inteligente, poderosa, fria, calculista, intimidante, surpreendente e cheia de classe. Como dizia meu professor de geografia, “quando tu tá indo fazer a massa, eu já to voltando com o pão na mão”. Patty é bem assim. Se alguém está armando alguma coisa, ela já sabe. Como ela sabe? Boa pergunta. Ela só sabe. Parece até que lê a mente das pessoas. Ela não precisa de CTU ou de Miami Metro Police como Bauer ou Dexter, ela por si só já se garante. Na primeira temporada de Damages, eu já gostava bastante dela, nessa segunda, passei a ser um admirador de carteirinha.
Glenn Close é quem dá vida para essa perfeita personagem. Ela encontra o tom certo e cria uma composição realmente surpreendente. Não quero desmerecer o trabalho de Close (longe de mim fazer isso!), mas ainda acredito que quase todo os méritos de Patty Hewes se devem ao personagem e não necessariamente ao desempenho da atriz. Tanto, que é até fácil imaginar uma outra atriz no papel dela. E o exemplo mais óbvio que me vem à cabeça é Meryl Streep. Streep, aliás, já fez uma personagem que fez muito sucesso (lhe rendeu sua milionésima indicação ao Oscar) e que é incrivelmente parecido com a protagonista de Damages.
Miranda Priestly tinha o mesmo perfil que Patty Hewes. Por mais que uma seja a chefe de uma revista de moda e a outra chefe de uma firma de advocacia, Priestly e Hewes possuem incríveis semelhanças. Ambas tem duas “pupilas” insossas e tratam seus negócios com mãos-de-ferro. Patty e Miranda já não conseguem controlar tanto suas vidas pessoais. Patty tem um filho que lhe mandou uma granada pelo correio e Miranda tem dificuldade em lidar com seus maridos. Entretanto, cada uma é especial em sua maneira. Patty e Miranda são as melhores personagens das carreiras de Glenn Close e Meryl Streep. Marcantes e muito magnéticas. Dá até vontade de ser elas. Acabo esse post, então, com mais um momento brilhante de Patty Hewes, a melhor personagem da televisão atualmente:
- Patty, quero me desculpar por ter lhe pressionado, sobre a conexão entre Frobisher e Calder. Fiquei emotiva. Passei do limite.
- Já falamos do seu temperamento, Ellen. É uma pena que ainda não pode controlá-lo!
[Patty vai embora, mas ouve a voz de Ellen]
- Eu pedi desculpas.
[Patty olha para trás]
- Eu ouvi na primeira vez.
[Patty vai embora]















