Arquivo de Março, 2009

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patty priestly.

Março 28, 2009

skeletons

Patty, whoever sent this to yo wanted to hurt you. Badly… Any idea who that could be?

Que superboy que nada. Jack Bauer? Coisa do passado. A melhor é Patricia Hewes, ou Patty Hewes, como desejar. Ela é inteligente, poderosa, fria, calculista, intimidante, surpreendente e cheia de classe. Como dizia meu professor de geografia, “quando tu tá indo fazer a massa, eu já to voltando com o pão na mão”. Patty é bem assim. Se alguém está armando alguma coisa, ela já sabe. Como ela sabe? Boa pergunta. Ela só sabe. Parece até que lê a mente das pessoas. Ela não precisa de CTU ou de Miami Metro Police como Bauer ou Dexter, ela por si só já se garante. Na primeira temporada de Damages, eu já gostava bastante dela, nessa segunda, passei a ser um admirador de carteirinha.

Glenn Close é quem dá vida para essa perfeita personagem. Ela encontra o tom certo e cria uma composição realmente surpreendente. Não quero desmerecer o trabalho de Close (longe de mim fazer isso!), mas ainda acredito que quase todo os méritos de Patty Hewes se devem ao personagem e não necessariamente ao desempenho da atriz. Tanto, que é até fácil imaginar uma outra atriz no papel dela. E o exemplo mais óbvio que me vem à cabeça é Meryl Streep. Streep, aliás, já fez uma personagem que fez muito sucesso (lhe rendeu sua milionésima indicação ao Oscar) e que é incrivelmente parecido com a protagonista de Damages.

Miranda Priestly tinha o mesmo perfil que Patty Hewes. Por mais que uma seja a chefe de uma revista de moda e a outra chefe de uma firma de advocacia, Priestly e Hewes possuem incríveis semelhanças. Ambas tem duas “pupilas” insossas e tratam seus negócios com mãos-de-ferro. Patty e Miranda já não conseguem controlar tanto suas vidas pessoais. Patty tem um filho que lhe mandou uma granada pelo correio e Miranda tem dificuldade em lidar com seus maridos. Entretanto, cada uma é especial em sua maneira. Patty e Miranda são as melhores personagens das carreiras de Glenn Close e Meryl Streep. Marcantes e muito magnéticas. Dá até vontade de ser elas. Acabo esse post, então, com mais um momento brilhante de Patty Hewes, a melhor personagem da televisão atualmente:

- Patty, quero me desculpar por ter lhe pressionado, sobre a conexão entre Frobisher e Calder. Fiquei emotiva. Passei do limite.

- Já falamos do seu temperamento, Ellen. É uma pena que ainda não pode controlá-lo!

[Patty vai embora, mas ouve a voz de Ellen]

- Eu pedi desculpas.

[Patty olha para trás]

- Eu ouvi na primeira vez.

[Patty vai embora]

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the best thing that ever could have happened

Março 23, 2009

havehappened

And somewhere, in a place reserved for the very best of us, Eli Scruggs smiled and said thank you.”

Quando você chegou em uma nova vizinhança, você era uma perua nojenta e cheia de si. Mas, o encanador lhe arranjou companhias e achou a sua salvação naquele bairro medíocre. Quando você notou que seu marido não a desejava mais porque havia se descoberto gay, foi ele quem lhe estendeu a mão e levantou a sua auto-estima. Quando você esqueceu seu filho dentro do carro, foi ele quem lhe avisou e prometeu guardar segredo. Quando você se separou inúmeras vezes, era ele quem estava lá trocando sua fechadura e lhe dando alguns conselhos. Quando seu marido morreu, foi ele quem lhe trouxe um objeto do passado que reformulou seus objetivos futuros. No entanto, quando você se suicidou, ele não fez nada. E se arrependeu eternamente por causa disso.

Ele morreu e só então cada uma dessas mulheres se deram conta que, a mais corriqueira pessoa em suas vidas, tem sua importância. Eli Scruggs era um homem qualquer, aquele cara que conserta fechadura, que cola o cano, que cola o vaso quebrado ou que dá um jeito na sua cerca. Ele falece um dia e foi só assim que as donas-de-casa desesperadas se deram conta que tiveram, ao menos, um momento memorável com ele. A quinta temporada de Desperate Housewives pode até estar uma porcaria, mas esse episódio conseguiu se superar. É muito interessante essa idéia de que cada mísera pessoa de nossas vidas tem uma determinada importância. A qualquer hora alguém pode morrer. Uma pessoa bem distante na nossa memória. E daí nos damos conta que, mesmo não sendo alguém marcante, é uma pessoa que lhe proporcionou bons momentos. É aquela pessoa que “fez acontecer” a melhor coisa que poderia ter acontecido. Um consolo, um momento especial.

Com esse capítulo da série, percebi que são muitas as pessoas que me fariam falta. Mesmo aquelas com quem eu nem falo direito. Cada uma delas tem uma partícula do meu afeto, conquistaram seu lugar na minha vida. Cada uma deixou, ao menos, uma memória… Mesmo quem não é Mary Alice Young, é ao menos um Eli Scruggs. Afinal, pessoas que não conseguem ser nenhum dos dois, devem ser eliminadas. Elas não valem a pena. O importante é saber lidar com quem vale a pena. Não deixe que uma pessoa fique apenas trocando a fechadura de sua porta sem ser percebida. Porque até ela poderá um dia lhe fazer falta. Valorize bem quem está ao seu lado. É isso que The Best Thing That Ever Could Have Happened quer dizer. Não espere ficar somewhere, in a place reserved for the very best of us, to say thank you. Diga agora. We stay alive for each other.

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bore someone else.

Março 15, 2009

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“Fifteen? Nominations?”

Nunca gostei de primeiro dia de aula. Nunca. Nem quando eu tinha amigos no colégio. Sempre foi um ritual que nunca me agradou, esse negócio de voltar para uma rotina depois de alguns meses sem ela. Até porque algumas pessoas mudam nesse meio tempo. Pra falar bem a verdade, a última vez que eu voltei para o colégio já conhecendo algumas pessoas foi em 2006. Depois desse ano, sempre mudei de ambiente a cada ano. E, a cada mudança, novas pessoas. Dos mais variados tipos. Nunca fui do tipo que já chega fazendo amizades e muito menos do que consegue alcançar algum tipo maior de conexão com o ambiente em questão. Sempre foi assim. Até esse ano.

O ambiente da faculdade me mudou bastante. Deixei de ser aquela pessoa tímida e que não fala com ninguém. Pra falar bem a verdade, eu quero socializar com todo mundo (tá, todo mundo é exagero, mas quase todo mundo) e faço toda a questão de passar uma imagem positiva sobre mim. Porque, afinal, a minha imagem de negativo, crítico e pessimista não é a que melhor vende a minha pessoa. Eu também posso ser o oposto desses três adjetivos. E ultimamente tenho apostado neles pra facilitar a minha convivência. No entanto, é impossível deixar esse meu lado de lado. Old habits die hard.

Eu tenho divertido as pessoas. Seja com o meu vasto repertório de imitações (ou tentativas de imitações) – Loren, Joker, Milk, Marília, Márcia, Romeu – ou com próprias piadinhas que nem tem tanta graça assim sobre o que acontece em volto. Ultimamente tenho ficado feliz com isso, com o fato de que eu me divirto e que divirto os outros também. Ao menos eu acho. Colegas novos, gente nova ou aqueles que já esão comigo faz um bom tempo. Todos eles fazem parte de um bom início de ano. Estranho isso, nunca foi assim.