Arquivo de Junho, 2009

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zodiac.

Junho 24, 2009

horoscope

You take the pieces of the dreams that you have, ’cause you don’t like the way they seem to be going. You cut them up and spread them out on the floor. You’re full of hope as you begin rearranging.”

Os horóscopos às vezes acertam algumas coisas…

  • Em você se combinam a razão e a criatividade, brindando com um caráter complexo.
  • Adora expressar-se de todas as formas possíveis, precisa de um palco para fazê-lo e, é claro, de uma platéia também.
  • Você é um falso tímido, que encanta as pessoas com seu dom de oratória e com uma inteligência vivaz.
  • Normalmente faz de conta que é uma criança abandonada, e quando menos se espera, lá está você no comando da situação. Mas ao mesmo tempo, perde rapidamemente esse comando, porque no fundo tem dificuldade de manter qualquer estado de ânimo por muito tempo.
  • Você aprende tudo por meio da observação, e da imitação, que são poderes muito aguçados de seu caráter.
  • Você será sempre um pouco inesperado para os seus amigos, e provavelmente fará sempre diferente, quando não o contrário, do que eles lhe aconselharem.
  • Terá domínio de si mesmo, perseverança, mas também será combativo e desobediente.
  • Pensa mil coisas ao mesmo tempo. Começa cinco e termina meia. Porém, no meio disso tudo sai uma ideia maravihosa, inédita.
  • De repente, está ali na festa pulando, dançando e, do nada, fica quieto, sério e vai embora.
  • É inteligente porque absorve tudo muito rápido, mas odeia se aprofundar nas coisas.
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memories can weigh you down.

Junho 14, 2009

up

“What we feel isn’t important. It’s utterly unimportant. The only question is what we do.”

Passado. Todo mundo tem. Alguns, dos mais tenebrosos. Outros, dos mais simples possíveis. Eu faço parte daqueles que não se orgulham muito do que aconteceu anteriormente, mas com muita frequência gosto de ficar me lembrando de algumas coisas. Pode até não parecer, mas eu sou um grande saudosista. Bem romântico da primeira fase; lembrando agora das minhas péssimas aulas de literatura mas que, estranhamente, me ensinaram algumas coisas. Na realidade, o meu saudosismo se refere aos anos que vieram a partir de 2004, o resto prefiro esquecer. Completamente, de preferência.

Esse assunto surgiu por duas razões. Uma delas foi porque eu tive a oportunidade de rever O Leitor e outra porque ouvi a trilha do novo filme da Pixar, Up, e o nome de uma composição me marcou: memories can weigh you down. A trilha do Giacchino pra esse filme é maravilhosa e um nome como esse para uma canção de um desenho animado só poderia vir da Pixar… Mas enfim, chega de ficar puxando o saco da produtora. O fato é que O Leitor é um filme muito incompreendido.

Datado como o filme que roubou a vaga do Batman no Oscar, O Leitor é um intenso estudo sobre culpa e amor… E também sobre passado. Impressionante como o filme dá um toque todo especial nessa história de que como o passado é um dos fatores que moldam quem somos hoje e como pensamos ou sentimos. Por exemplo, o jovem Michael Berg do filme pode até punir a misteriosa Hanna Schmitz pelos crimes nazistas dela, mas em momento algum deixa de amá-la pelo bom ser humano que ela também é ou pelo que ela representou no passado para ele.

Filme revisto, passei a pensar um pouquinho. Fiz um comparativo: o que certas pessoas são para mim hoje e o que elas foram para mim um dia.  Claro que eu não descobri que alguém é Hanna Schmitz com segredos terríveis… É, até por ali… Enfim, o resultado dessas comparações é, no mínimo, estranho. São pouquíssimas as pessoas que permaneceram as mesmas pra mim desde o momento em que as conheci. Outras, mudaram completamente – para o bem ou para o mal.

Mas eu fico aqui sempre falando dos outros, sobre como os outros mudam ou sobre a atitude dos outros. Porém, what about me? Ih, uma figura totalmente diferente a cada ano. Sempre estou em metamorfose, sempre. Para alguns, isso é uma coisa boa. Para outros, nem tanto. Por exemplo, vamos analisar rapidamente um histórico meu. 2005: círculo de amizades quase nulo e dificuldades no colégio. 2006: dificuldades no colégio mas com um significativo círculo de amizades. 2007: um amigo aqui, outro ali,  assaltado umas três vezes, depressão literal, um dos piores anos da minha vida. 2008:  algumas amizades, algumas coisas novas, perambulando pelo centro, nenhum assalto, aprendizado em decadência. 2009: de repente popularidade, milhões de amigos, estabilidade, mas always giving parties to cover the silence. Eu vivo mudando. Ou será que só eu penso assim?

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abundance.

Junho 4, 2009

abundance

“I love you so much I’m going to take you behind the middle school and get you pregnant.”

Odeio professores caridosos. Mesmo. Principalmente aquele tipo que facilita a vida do aluno. Vamos tomar por exemplo o final desse semestre. Com o objetivo de não ferrar a turma, quase todos os meus professores inventaram de fazer trabalhos gigantescos. Em grupo, claro, para o meu desgosto. Daí fica aquele ensino capenga, onde as pessoas só aprendem a sua parte do trabalho.  Já eu, sou bem irmã Aloysius Beauvier: tradicionalista até o último fio de cabelo. Sou a favor das provas cumulativas e dos testes-surpresa. Por mais terrível e ditatorial que possa parecer, é assim que as pessoas realmente aprendem de verdade. Os meus futuros colegas jornalistas me crucificam por conta dessa opinião. Mas, depois de formado, é melhor um jornalista que sabe tudo ou um jornalista que sabe só a sua parte da apresentação?

Anyway, por causa desses trabalhos tolos, tenho tido pouco tempo para me dedicar aos meus habituais prazeres caseiros. É um vai-e-vem constante e só fui conseguir, por exemplo, acabar algumas temporadas de séries nessa semana. Contudo, não dispenso de maneira alguma as minhas consultas constantes com o dr. Paul Weston. Cada encontro com ele realmente é uma terapia – algo em que já me viciei. No mais, a vida continua a mesma – com a exceção de que, nos últimos dias, eu descobri que a minha comunicabilidade também funciona fora da escrita. O que merece menção, nessa semana, é a extrema felicidade que me consumiu quando eu vi que eu teria companhia para o show de sexta. Felicidade maior que essa é só aquela que vai fazer parte de mim quando 365 dias completarem de um determinado ciclo semana que vem. É só colocar a Meryl Streep pulando na cama e… May I?