Arquivo de Julho, 2009

h1

keane!

Julho 29, 2009

O trio é formado por Tom Chaplin (vocalista), Richard Hughes (bateria) e Tim Rice-Oxley (pianista) e teve sua origem em Battle, East Sussex, na Inglaterra. Antes de serem um trio, Keane era um quarteto (o guitarrista Dominic Scott deixou a banda em 2001). Eles passaram esse ano aqui pelo Brasil com a turnê de Perfect Symmetry, mas antes já haviam passado por aqui. Confira aqui o site oficial da banda, para maiores informações. O trio possui três álbuns em sua carreira, todos eles disponíveis no Brasil. Abaixo, minha opinião sobre os cd’s e a respectiva cotação de cada um deles.

PERFECT SYMMETRY

45

Quem espera encontrar em Perfect Symmetry a sonoridade que fez o grupo britânico ter sucesso com os álbuns Hopes and Fears e Under the Iron Sea, pode ir mudando de ideia. O último álbum deles é uma completa reinvenção da banda, que agora aposta em um estilo muito mais dançante e empolgante. Também é notável a evolução técnica de cada um deles e, principalmente, o amadurecimento de Tom Chaplin como vocalista – agora plenamente seguro de si. Considero o cd repleto de faixas inspiradas e com cinco que beiram a perfeição (Spiralling, The Lovers Are Losing, Again and Again, Better Than This e Perfect Symmetry). Mas, sem dúvida, o que mais marca aqui é a nova cara que Keane assumiu, ficando bem distante dos trabalhos anteriores. Teve gente que não gostou; eu aprovei completamente e fui inteiramente cativado pelo resultado.

UNDER THE IRON SEA

4

Keane acelerou o ritmo de suas canções em Under the Iron Sea. Temos músicas muito mais animadas, como Put It Behind You e Is It Any Wonder? Mas ainda existem resquícios do sentimentalismo do álbum Hopes and Fears, facilmente visíveis em passagens como em Hamburg Song. Enquanto isso, outros resultados encontram o tom certo entre uma sonoridade “agitada” e uma letra intimista. Caso da marcante A Bad Dream, inquestionavelmente a minha canção favorita do álbum. Para completar o conjunto, a canção mais conhecida do álbum: Crystal Ball. A evolução desde o primeiro trabalho ficou clara e, com Under the Iron Sea, Keane se firmou como uma banda de qualidade – mas que estava prestes a aprender ainda mais até o lançamento de Perfect Symmetry.

HOPES AND FEARS

35

A primeira experiência de Keane no mundo da música pode ser considerada melosa. Hopes and Fears, inclusive, é um álbum que pode ser datado como clichê. As melodias são praticamente as mesmas e não variam muito. Contudo, é impossível ficar indiferente ao simpático conjunto de canções que o trio britânico conseguiu reunir aqui. Mas, possivelmente, esse é o cd mais conhecido deles – tanto que tem uma música que quase todo mundo conhece, Somewhere Only We Know e que já foi tocada diversas vezes por aí. Outra conhecida é Everybody’s Changing. Entretanto, ainda existem outras a serem reconhecidas como a We Might As Well Be Strangers ou This is the Last Time. Encontramos aqui um Keane que ainda tem muito a aprender, mas que já começou com um saldo bem positivo.

h1

the silence.

Julho 24, 2009

ruth

Se fosse bom, seria o começo…”

Já virou clichê dizer que as férias de julho sempre são péssimas pra mim.

Mas, dessa vez, coisas diferentes estão acontecendo.

Lembro de uma frase do livro de Dois Irmãos que diz mais ou menos assim:

“O silêncio é mais significativo do que palavras”.

Verdade.

h1

emmy is the worst.

Julho 18, 2009

emmy

Rose Byrne quando recebeu a notícia que foi nomeada ao Emmy: “Oh, deve ser uma pegadinha! Eu realmente consegui uma indicação? Não é armação da Patty Hewes?”

O Emmy se supera a cada ano. No mal sentido, claro. Acho que nunca vi uma seleção tão péssima da premiação em toda a minha vida. Bom, eu já falei dos indicados no outro blog, mas pra fazer jus ao nome do Confissões, resolvi fazer um post dedicado ao ódio que senti ao conferir essa lista. Então, vamos começar.

Sete indicados nas categorias de melhor série. Prêmio que se preze só deve ter cinco. Será que não tem um critério de exclusão, hein? Seis indicados – como ano passado – já soa mal e tira a seriedade, imagina sete! Mas se fosse pra indicar programas novos ou até outros mais merecedores, como United States of Tara, True Blood ou In Treatment, colocam aquelas séries que até quem é fã admite que não tem mais a mesma graça, como o seriado do dr. Gregory House, por exemplo. Outra coisa injusta é 30 Rock e Mad Men conseguindo 4 indicações numa mesma categoria. Pra que puxar tanto o saco, hein?! Enquanto isso, o setor dos atores se mostra ainda mais incoerente e injusto.

Desde a primeira temporada de Damages inventaram qur Rose Byrne é boa atriz. Além da personagem sem graça, a atriz tem uma cara de barata tonta – e ainda querem que nós acreditemos que ela realmente possa passar a perna e ser mais esperta que Patty Hewes (Glenn Close). Ano passado pulei de alegria quando ela foi ignorada no prêmio. Primeiro porque ela não é coadjuvante e segundo porque não merecia. Esse ano cometeram o erro de indicá-la. Tal barbárie seria aceitável caso uma Rachel Griffiths da vida não tivesse sido esquecida. Além de Griffiths ser milhões de vezes melhor que Byrne ainda tinha outra candidata infinitamente melhor que não foi lembrada, a Alison Pill, de In Treatment. A indicação para Rose Byrne é uma piada – porque ela é inexpressiva e ineficiente, basta colocá-la no lado de Glenn Close em qualquer cena. Mas, quem sabe ela não ganha um Oscar? Resse Witherspoon e Gwyneth Paltrow conseguiram!

Com a exclusão de Anna Paquin (ainda procuro entender por que ela não junta os dentes da frente…), a categoria de melhor atriz se tornou um verdadeiro campeonato de “qual é a melhor atriz?” e não “qual o melhor desempenho?”. Tomemos a indicação de Sally Field por exemplo. Ela não faz nada demais na terceira temporada de Brothers & Sisters e em alguns casos a sua personagem é um verdadeiro pé no saco, com aquela boca aberta toda vez que recebe uma surpresa. Foi indicada por quê? Porque é Sally Field. Não assisto a The Closer, mas a Kyra Sedgwick é outra que todo santo ano é indicada e repete a dose em 2009, assim como a Mariska Hargitay (que vai ter uns 70 anos e ainda vai estar concorrendo pela milésima temporada de Law & Order. A série de Holly Hunter é outra que não assisto e posso estar fazendo um comentário idiota, mas Saving Grace não fez sucesso algum e mesmo assim ela foi lembrada. Por que será? Tazvez porque tenha um Oscar em casa… e porque é Holly Hunter. Resta a azarona Elisabeth Moss de Mad Men. E, disparada, a melhor: Glenn Close. Eu, que não era fã de Damages antes, me encantei completamente por ela no segundo ano. Portanto, além de ser “a melhor atriz” das cinco é também a que tem “o melhor desempenho”.

Nas comédias, temos um esquecimento lamentável de America Ferrera, que está extremamente encantadora na terceira temporada de Ugly Betty. Betty Suarez pode até ser uma daquelas criaturas que dá vontade de pegar pelo pescoço e girar que nem galinha para que acorde para a realidade, mas a composição da atriz é excepcional. E, mais uma vez, Tina Fey aparece concorrendo como melhor atriz… assim como todo o elenco de 30 Rock. A série é realmente uma delícia, mas já foi celebrada o suficiente. Dessa vez, não precisam levar mais prêmios – a não ser que seja para a Jane Krakowski ou para o Jack McBrayer. E, se justiça existe nesse mundo, Toni Collette há de ganhar o prêmio de atriz, pois sua atuação em United States of Tara é singular e ultrapassa todas as outras concorrentes. Enfim, essa lista do Emmy é tão cheia de bobagens que eu poderia ficar dias aqui reclamando, mas acho que já disse em alto e bom tom o que me deixou pissed off. Ah, esqueci de comentar da Dianne Wiest ser favorita novamente só por ficar sentada que nem um Buda com sorriso de gato a temporada inteira… Vai entender essas definições de “atuação” né…

h1

support our troops?

Julho 10, 2009

troops

What a bunch of bullshit!

Adoro ver como o Brasil faz piadas de si mesmo e não nota. Todo mundo sabe que a nação em si já é uma completa bagunça, mas é só colocar o pé dentro do exército que a ridicularidade desse tal sistema sério já fica evidente. Esse ano, já tive o desprazer de ir ao encontro do exército umas quatro vezes. Todas as experiências foram terríveis, por sinal. Mas, nada supera a tortura que foi o último dia seis de julho.

Na tentativa de mostrar que exército significa rigidez, já marcam a tal idiota seleção geral para sete da manhã. E, quando se coloca o pé lá, começa uma jornada imbecil rumo à dispensa do serviço – pra quem não quer servir, claro. Óbvio que eu faço parte desse grupo, já que eu prefiro ter as minhas pernas destruídas à lá Louca Obsessão do que ter que lutar logo pelo Brasil em uma guerra – o que é óbvio que nunca vai acontecer ¬¬

Primeiro se espera mais ou menos meia hora só pra entregar um papel. Depois mais meia hora só pra medirem a altura, verem o peso e até a circunferência da cabeça e da cintura. Depois mais meia hora pro dentista dar uma olhada na saúde bucal. Felizmente, por algum motivo que até agora eu não entendi, fui liberado por causa do aparelho que uso. Uma desculpa esfarrapada (ou pointless) que me salvou das etapas seguintes.

Passei pelas salas que eu teria que entrar caso eu tivesse que seguir adiante e levantei as mãos para o céu e agradeci por não ter que passar pelos constrangimentos que os outros estavam passando. Enfim, eram umas 9h30 quando eu sentei em um banco pra esperar o meu certificado de dispensa. Fiquei lá até 11h30 da manhã porque algum incompetente me trancou no sistema dizendo que eu poderia sim servir. Ninguém me avisou do problema e eu fiquei que nem um idiota esperando duas horas sentado.

Quando eu ia reclamar pra algum soldado, faziam piadinhas idiotas como se eu fosse um retardado. Quando eu ia ao banheiro, o soldado me xingava porque eu caminhei até o banheiro sozinho, o que é proibido (!!!). Enfim, mais um monte de lorotas ridículas que o exército usa lá dentro pra tentar imprimir algum tom de seriedade para o país. O termômetro da minha raiva estava nas alturas quando eu saí de lá e a experiência só me fez reafirmar uma coisa que eu já pensava faz bastante tempo: o Brasil é uma verdadeira porcaria.