
“I usually say, “Fuck the truth,” but mostly, the truth fucks you.”
A moda, hoje em dia, é ser esnobe. Blasé, como diria Marília Gabriela quando se refere à Madonna. Na época de lançamento de Mamma Mia! lembro de uma certa pessoa dizendo que “A-DO-ROU” o filme e que Meryl Streep estava radiante como Donna Sheridan. Meses se passaram e a mesma pessoa diz que o filme é um lixo, medíocre, constrangedor – e que Meryl Streep é fanha. Não sei se é só impressão minha, mas tenho notado, atualmente e com muita frequência, como tem aumentado o nariz empinado das pessoas.
Ninguém mais gosta do óbvio, do simples. Ninguém mais aprecia o chamado guilty pleasure. Eu sei, Mamma Mia! é terrível como cinema, mas será mesmo que o filme deve ser taxado como “lixo” só porque não tem moldes surpreendentes ou um roteiro inovador? Ele também é divertido, tem uma protagonista extremamente iluminada (e que, ao meu ver, tem uma aparição mais digna do que em Dúvida, pela qual foi indicada ao Oscar esse ano) e canções deliciosas. Mas, virou moda se fazer de cult e esculachar todo e qualquer filme que tenha um ponto negativo mais gritante.
Criticar é ser cool. Rebaixar alguma coisa é ser legal. Não gostar de um guilty pleasure é ser superior. Quanta baboseira! Todo mundo aprendeu a gostar de coisas óbvias nos anos 90 – principalmente no cinema, com aquelas comédias românticas da Julia Roberts que todo mundo adora. O Casamento do Meu Melhor Amigo, por exemplo, um estrondo na época. Agora, é só sair por aí hoje perguntando o que acham e vão esculachar o filme. Sinceramente, qual o problema de gostar de coisas clichês, simples e previsíveis? Acho que o entretenimento vem acima de tudo e se você gostou de determinada coisa – independente de ela ser mal feita ou mal aproveitada – é o que importa. Eu gosto de coisas cafonas e assumo.
Mudando de assunto, não tenho tido muito assunto para esse blog. O motivo? Minhas reclamações são sempre as mesmas. Mas mais do que isso, ultimamente tenho tido bloqueios de criatividade. Tenho tido dificuldade em criar coisas novas – até no que eu escrevo. E isso é extremamente preocupante. Principalmente porque quero exercer uma profissão que depende exatamente da originalidade, do diferencial.
Mas, talvez, isso seja reflexo de umas férias muito chatas. Provavelmente, essas foram as mais chatas de toda a minha vida – mas nem por isso as piores, já que até hoje nada supera aquela traumático julho de 2007. Então, é bem provável que o retorno das aulas amanhã revigore o meu fluxo intelectual. Porque, no final das contas, a faculdade me faz muita falta. Incluindo as pessoas de lá. Mesmo que eu reclame na maioria do tempo.












