
“Blessed are the forgetful, for they get the better even of their blunders.”
Impressionante como tudo muda de um dia pro outro. Vamos tomar como exemplo a sexta e o sábado dessa semana. A princípio, a sexta já começou chata com clientes ainda mais chatos me incomodando. Logo depois, fui brindado com uma aula que me mostrou o quanto eu já esqueci de InDesign. Pra completar, acabei a noite ouvindo Philip Glass logo depois de enxergar algumas coisas que parecem just a little bit of history repeating. São fatos que me lembram demais um passado negro e que, sinceramente, me incomodam demais. Não consegui conter uma coisa que surgiu dentro de mim e fiquei bem mal, perdendo o sono…
O sábado parecia que ia seguir o mesmo caminho, especialmente por causa da chuva que me pegou de surpresa e me deixou pingando. Mas, tive uma aula excepcional com um fotógrafo da Zero Hora e, mais do que nunca, tive a certeza que o jornalismo é o meu futuro – e não o teatro ou o cinema como muitos dizem (esses, planos secundários que, também, planejo um dia realizar). Adoro essas histórias de entrar no mundo das pessoas, de reportar fatos e de escrever sobre histórias. Talvez, porque eu queira sempre fugir das minhas e me envolver com as dos outros…
Depois da aula, tinha tudo para ser mais um dia normal. Porém, tive o meu melhor dia até hoje no trabalho. Conheci um novo colega digno de elogios – possivelmente, a pessoa com quem eu mais me dei bem em uma primeira conversa até hoje – que, além de ser uma ótima pessoa, tem um conhecimento cinematográfico muito grande (o que, até agora, eu não tinha encontrado por lá). Além disso, tive o prazer de reencontrar uma pessoa muito especial da minha vida. Uma pessoa que, na hora em que eu cumprimentei, me levou para a completa emoção.
Foi assim, então, que eu saí da amargura emocional de uma sexta-feira e entrei na alegria de um sábado. É realmente interessante como tudo muda de um dia pro outro. E, por mais que algumas coisas fiquem sempre borbulhando, sempre resta outras coisas que podem compensar as pequenas faltas de harmonia. Pena que isso só acontece quando eu estou com a minha cabeça ocupada. Pra mim, aquele ditado funciona: cabeça parada é oficina do diabo.














